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Análise

Haddad minimiza impacto da economia nas eleições de 2026

Lula conversa com Fernando Haddad sobre futuro do ministro da Fazenda, que descarta possibilidade de candidatura.
Lula conversa com Fernando Haddad sobre futuro do ministro da Fazenda, que descarta possibilidade de candidatura. (Foto: Andre Borges/EFE)

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, minimizou o impacto da pauta econômica nas eleições de 2026. Em entrevista ao UOL nesta segunda-feira (19), o petista analisou o cenário eleitoral, avaliando a população como mais "suscetível" aos acontecimentos recentes, o que levaria a uma mudança constante de preocupação prioritária que pode impactar o pleito deste ano.

"Eu não acredito que a economia vai derrotar o governo. [...] Pode ser que não eleja o governo. Economia, no mundo inteiro, está sendo um ponteiro muito importante, mas não necessariamente decisivo para ganhar ou perder uma eleição", avaliou o ministro.

Como exemplo da alegada mudança de humor, Haddad fez referência à Operação Contenção, que combateu o avanço do Comando Vermelho no Complexo da Penha. De acordo com ele, a preocupação da sociedade estava na economia, mas mudou assim que os noticiários trouxeram as imagens e números da ação policial no Rio de Janeiro.

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"Toda fase mais extremista - e nós estamos vivendo uma fase de extrema-direita no mundo - ela gera esse tipo de instabilidade emocional, as pessoas ficam mais suscetíveis à notícia do dia e por isso que isso mantém a chama da esperança dos candidatos mais improváveis", analisou Haddad, citando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como exemplo: "Todo mundo pode chegar à conclusão de que, se Bolsonaro chegou à Presidência da República, qualquer cidadão está habilitado a ser imperador do Brasil."

A entrevista ocorreu logo após o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduzir a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 de 1,9% para 1,6%. O mesmo relatório prevê crescimento de 3,3% do PIB global e 2,2% do PIB da América Latina.

Haddad tem resistido à ideia de concorrer nas eleições de 2026. O ministro revelou que está conversando com o presidente Lula (PT), em tom amistoso, para apresentar suas justificativas. Uma das possibilidades enxergadas pelo PT é a da candidatura de Haddad ao Senado por São Paulo.

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