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O deputado federal André Janones (Rede-MG) divulgou um vídeo pedindo que os apoiadores do presidente Lula (PT) postem fotos simultaneamente utilizando verde e amarelo e fazendo o símbolo de "L". O parlamentar estava com uma camiseta da seleção brasileira de futebol, tradicionalmente utilizada pelos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de seu substituto na corrida ao Planalto, Flávio Bolsonaro (PL).
A ideia, explica Janones, é "resgatar os símbolos". Ele diz que a direita capturou cores e elementos associados ao Brasil e que seria necessário "fincar a bandeira". Outro objetivo seria buscar votos de eleitores "moderados". Para que o ato ganhe os noticiários, orientou a militância a postar no mesmo horário deste sábado (17).
O motivo principal, porém, seria retirar a identidade do eleitorado de direita. O deputado explica que, na reta final das eleições, os apoiadores de Flávio devem sair às ruas de verde e amarelo. A ideia, com a investida, seria causar confusão nos últimos dois dias, para que eles não se reconheçam mais.
"Nós vamos tirar deles a última coisa que você tira de alguém quando você vence uma guerra: o senso de identidade. Nós vamos tomar deles essa identidade. Na verdade, tomar não, porque nunca foi deles. Essa identidade é do povo brasileiro", explica.
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Mobilização ocorre no canal "Exército do Lula"
A mobilização deve ocorrer no canal de WhatsApp "Exército do Lula", alvo de um bloqueio pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que acabou revertido após a formalização no registro de candidatura do petista. O presidente da Corte, Nunes Marques, protagonizou uma guerra de decisões com o corregedor eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, em torno do tema. A controvérsia rendeu pedidos de afastamento e suspeição de Nunes Marques.
Janones também pede para que os artistas de esquerda ajudem na mobilização. Ele afirma que "os artistas do lado de lá estão todos engajados" e cita, como exemplo, os cantores sertanejos. O parlamentar diz que o engajamento em questão não pode envolver apenas a declaração de apoio.
A apuração do primeiro turno terminou com Lula atrás de seu adversário, Flávio Bolsonaro. Enquanto o petista obteve 45,16% dos votos, o candidato do PL conseguiu 47,03%. Agora, a campanha tenta intensificar as ações para converter eleitores. Desde a redemocratização, porém, quem saiu na frente no primeiro turno sempre venceu no segundo.




