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O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), e o candidato do PSD ao governo do estado, João Rodrigues, protagonizaram um confronto durante o debate da NSC TV nesta terça-feira (29). O embate começou com a discussão sobre a prisão de Rodrigues e avançou para outro episódio de sua trajetória política, relacionado a um vídeo pornográfico.
Jorginho já havia usado seu horário eleitoral para relembrar a prisão de Rodrigues, então vice-prefeito de Pinhalzinho, em 1999.
A Justiça condenou Rodrigues a cinco anos e três meses de prisão por irregularidades em uma licitação municipal. Em 2018, ele chegou a ser preso, mas obteve uma liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que reconheceu a prescrição da pena e determinou sua soltura.
No debate, Rodrigues criticou a utilização do caso na propaganda eleitoral e cobrou que Jorginho assumisse a responsabilidade pelas peças exibidas no horário eleitoral. Ele classificou a estratégia como “covarde” e afirmou que a retomada do episódio afetou sua família.
Na tréplica, Jorginho respondeu à menção à família e citou outro episódio da trajetória política do adversário.
Em 27 de maio de 2015, quando exercia o mandato de deputado federal, Rodrigues foi flagrado enquanto assistia a um vídeo pornográfico durante uma sessão da Câmara dos Deputados.
“Quem devia prestar atenção é o senhor com sua família, respeitar um pouco mais. Em 2015, em 27 de maio, o senhor foi pego pela mídia nacional vendo vídeo de pornografia na hora do trabalho na Câmara dos Deputados”, afirmou Jorginho.
Rodrigues respondeu à declaração e também questionou a gestão de Jorginho à frente do governo de Santa Catarina.
Debate na reta final
O encontro da NSC TV reuniu os quatro candidatos cujos partidos atendem aos critérios de representação no Congresso: Jorginho, Rodrigues, Merisio e Ralf Zimmer.
O debate começou às 22h15 e foi mediado pelo jornalista Fabian Londero. Entre os temas previstos estavam segurança, saúde, educação, infraestrutura, saneamento e prevenção de desastres.
Este foi o último debate estadual antes do primeiro turno, marcado para domingo (4).







