Publicidade
Nossa Senhora

Justiça eleitoral manda PF investigar Ana Elisa por fake news contra Flávio

Petista foi eleita por Minas Gerais e já é alvo de controvérsia por postagens.
Petista foi eleita por Minas Gerais e já é alvo de controvérsia por postagens. (Foto: Gabriel Paiva/PT na Câmara)

Ouça este conteúdo

A 103ª Zona Eleitoral de Divinópolis (MG) determinou que a Polícia Federal (PF) instaure um inquérito contra a deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG). A decisão desta quarta-feira (14) acolhe um parecer do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) sobre um pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O juiz Orlando Israel de Souza também mandou a rede social X preservar as publicações apontadas pelo candidato à Presidência. Também retirou o sigilo marcado pelo candidato quando protocolou a notícia-crime e encaminhou os autos à Procuradoria-Geral Eleitoral.

Flávio acusa a petista de propagar a fake news de que teria como plano retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Mesmo após uma correção e pedido de desculpas da GloboNews, diz a petição, a deputada eleita teria reforçado a afirmativa. "Para quem diz que é mentira, procure saber e se informar!", publicou.

O delito apontado é definido no Código Eleitoral como "divulgar, na propaganda eleitoral ou durante período de campanha eleitoral, fatos que sabe inverídicos em relação a partidos ou a candidatos e capazes de exercer influência perante o eleitorado".

Flávio adiciona ainda um dispositivo que prevê o aumento da pena se o crime ocorre na internet. A punição total pode chegar a um ano e seis meses de detenção, embora haja a possibilidade de substituição por multa.

Ministério Público defendeu investigação

No parecer, o MPMG concordou parcialmente com Flávio. O promotor Fábio Barbieri Caetano entendeu que as publicações em discussão não parecem ser opiniões ou críticas políticas protegidas pela liberdade de expressão, mas "afirmação acerca de acontecimento objetivamente verificável".

O parecer também leva em conta o desfecho do caso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que reconheceu a falsidade da alegação. Considera ainda "particularmente relevante" a repetição do boato mesmo após os questionamentos e a reitificação da GloboNews. Para o promotor, isso reforça a tese de que Ana Elisa sabia que a informação era falsa, mas mesmo assim a propagou.

"Evidentemente, a configuração do delito exige a demonstração dos elementos objetivos e subjetivos previstos no tipo penal, não sendo suficiente a mera constatação de que a informação divulgada era inverídica. Essa exigência, contudo, não obsta o início da persecução investigativa quando presentes elementos concretos indicativos da possível prática criminosa", ressalvou.

O promotor, no entanto, rejeitou um pedido de medida cautelar para proibir a petista de produzir fake news relacionadas às eleições. O parecer esclarece que a conduta já é crime e opina que a imposição de uma "ordem judicial genérica" não acrescentaria proteção.

"A referência genérica a notícias falsas, sem vinculação a conteúdo específico previamente identificado, transferiria à própria investigada a avaliação dos limites de uma restrição judicial cuja inobservância poderia acarretar consequências processuais", conclui.

O que diz Ana Elisa

A petista reagiu à decisão em suas redes sociais. Para ela, Flávio estaria tentando impedi-la de falar sobre as eleições. Ana Elisa questiona se o senador teria "medo" do que ela tem a dizer.

A Gazeta do Povo entrou em contato com Ana Elisa Santos Silva. O espaço segue aberto para manifestação.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.