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O secretário de Governo e Relações Institucionais do estado de São Paulo e presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, assumiu que o partido pode lançar uma chapa pura para as eleições presidenciais (candidatos a presidente e vice-presidente do mesmo partido). A fala ocorreu em entrevista à CNN Brasil nesta sexta-feira (30). O dirigente aproveitou para defender o fim das coligações em eleições majoritárias.
A legenda receberá, em seus quadros, o reforço do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União). O PSD ainda conta com outros dois pré-candidatos à Presidência: o governador do Paraná, Ratinho Júnior, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
"Não é a tendência, porque eu vejo os três muito focados na vontade de ser candidatos, [...] e os três muito focados nos seus estados. [...] Eu estou entre aqueles que combateu muito a coligação nas eleições proporcionais, que felizmente hoje não tem mais, [...], e estou entre aqueles que combate a coligação majoritária. [...] Eu vejo com naturalidade, portanto, chapa pura", disse Kassab, pontuando que o partido avaliará eventuais possibilidades de alianças.
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Desde 2020, não existem mais coligações para chapas de vereadores, deputados estaduais, deputados federais e deputados distritais. As eleições para presidente, senador, governador e prefeito continuam admitindo a união entre os partidos. O objetivo da mudança foi reduzir a influência dos puxadores de votos.
Sobre o pleito em São Paulo, o líder partidário diz que o PSD apoiará a reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), do qual é secretário. Mesmo assim, Kassab reafirma sua defesa pelo fim das coligações em eleições majoritárias. O secretário evitou falar sobre eventuais nomes que comporiam um eventual segundo mandato do republicano.
"O PSD mostra para o Brasil que não tem um projeto de poder, é um projeto de Brasil. Estamos procurando ter um bom projeto, os melhores quadros para a administração pública brasileira", completou.




