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Incluído em uma disputa interna do PSD pela cabeça de chapa nas eleições presidenciais, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, sinalizou que pretende atrair eleitores com perfil de centro ou, ao menos, não aderentes ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ou ao presidente Lula (PT). Em entrevista à GloboNews nesta quinta-feira (12), ele alegou que há uma "esquerda não lulista que quer ver uma candidatura com visão de inclusão, de respeito à diversidade, preocupada com os temas sociais" e uma "direita não bolsonarista preocupada com segurança pública e com uma agenda de liberdade econômica".
Ao anunciar oficialmente sua pré-candidatura, na última sexta-feira (6), Leite caminhou no mesmo sentido. Seu "manifesto ao Brasil" critica "disputas ideológicas e paroquiais que não produzem solução", e propõe um "novo pacto pela governabilidade democrática", que teria como foco o fim da judicialização da política.
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Do outro lado, o governador do Paraná, Ratinho Júnior, se posicionou como "candidato da direita democrática", defendendo o enxugamento da máquina pública, mas "sem deixar de cuidar dos mais humildes". O empresário se reuniu com o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nesta quarta-feira (11). Interlocutores que acompanharam o encontro veem como improvável que Ratinho Júnior termine como candidato a vice de Flávio.
O desempenho do trio presidenciável no último levantamento do instituto Datafolha, realizado neste sábado (7), chamou a atenção de analistas: Leite teve o pior desempenho dos três, com 3% das intenções de voto no primeiro turno. Mesmo o nome mais mencionado, Ratinho Júnior, atingiu apenas 7%.
Para o governador gaúcho, o presidente da sigla, Gilberto Kassab, escolherá o candidato a presidente baseado em "faro político", e não nas pesquisas eleitorais. Leite aproveita para trazer de volta o tom centrista, dizendo que Kassab escolherá alguém que seja "capaz de conversar com o espectro mais amplo do eleitorado".








