
Ouça este conteúdo
O presidente Lula (PT) admitiu que violou a legislação eleitoral ao pedir votos na convenção estadual do partido na Bahia e avaliou que a representação contra ele no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) terminará com a aplicação de uma multa que, pelas normas da Corte, pode chegar a R$ 25 mil. Ele se dirigiu ao governador do estado, Jerônimo Rodrigues (PT), para expressar seu arrependimento.
"Eu não posso falar que sou candidato. Ontem eu falei na Bahia, eu vou ser multado. Eu falei na Bahia, pedi voto para você. Não deveria ter pedido, porque só pode pedir depois do dia 15", afirmou, durante a convenção nacional do PT, realizada neste domingo (2) no Expo Center Norte, Zona Norte de São Paulo.
VEJA TAMBÉM:
Novo acionou TSE e caso caiu com André Mendonça

O partido Novo acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a aplicação de multa em patamar máximo, além da exclusão dos vídeos da convenção dos canais do partido no YouTube e do canal Salvador TV.
O sorteio levou a relatoria ao ministro André Mendonça. A ex-presidente da Corte, Cármen Lúcia, havia escolhido a ministra Estela Aranha como juiz auxiliar de propaganda eleitoral. Ambas foram indicadas por Lula aos cargos de ministra do STF e do TSE, respectivamente. Nunes Marques, porém, decidiu acrescentar a si próprio e a Mendonça, o que levou os casos a serem distribuídos por sorteio. Ambos foram indicados ao Supremo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
No próprio discurso na Bahia, porém, o presidente já demonstrou que sabia das limitações, ao afirmar só seria candidato do dia 16 de agosto. A exigência, no entanto, não diz respeito a se apresentar como candidato, apenas à campanha. O partido escolheu o estádio 1º de Maio, palco da greve dos metalúrgicos do ABC paulista em 1979, para o ato inaugural, logo no primeiro dia permitido.
VEJA TAMBÉM:
Lula já foi multado por sugerir votos a Tebet e Marina em SP
Uma punição anterior também evidencia a ciência do presidente: o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) o multou em R$ 15 mil por uma fala em referência aos seus nomes ao Senado pelo estado, a ex-ministra do Planejamento Simonte Tebet (PSB) e a deputada federal Marina Silva (Rede).
A convenção estadual contou ainda com a participação do ex-ministro da Casa Civil Rui Costa e do senador Jaques Wagner (PT-BA), que busca a reeleição. Ao longo das falas, ele alegou que precisa dos dois votos para a Casa Alta e pediu para que o público não se esqueça do voto presidencial.
"Quando o eleitor votar nesse aqui, [Rui Costa], votar nesse aqui [Jacques Wagner] e votar nesse aqui [Jerônimo Rodrigues], pelo amor de Deus, dê um votinho pra mim, dê um votinho pra mim", disse, em um dos oito momentos citados na representação do Novo.




