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As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) já declararam gastos equivalentes a mais de 70% do limite legal para o primeiro turno das eleições presidenciais. Lula registra R$ 65,69 milhões em despesas, R$ 2,74 milhões a mais que Flávio, que declarou R$ 62,95 milhões.
O teto definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a disputa presidencial no primeiro turno é de R$ 88,9 milhões. Os gastos declarados por Lula correspondem a 74% do limite, enquanto os de Flávio equivalem a 71%.
As duas campanhas concentram cerca de 80% das despesas declaradas pelos candidatos à Presidência. Ao todo, as candidaturas somam R$ 160,7 milhões em gastos no primeiro turno.
Os demais candidatos respondem por R$ 32 milhões desse montante. Ronaldo Caiado (PSD) declarou R$ 22 milhões, Romeu Zema (Novo), R$ 4,3 milhões, e Renan Santos (Missão), R$ 1,3 milhão.
Apesar de liderar no volume total de despesas contratadas, Lula fica atrás do senador do PL nos pagamentos efetivamente realizados. A campanha de Flávio já desembolsou R$ 41,31 milhões para fornecedores, enquanto a de Lula pagou R$ 34,71 milhões.
A diferença está nas despesas contratadas, mas ainda não quitadas. A campanha de Lula tem R$ 29,93 milhões nessa situação, contra R$ 21,64 milhões de Flávio. O levantamento foi feito pelo Poder360, com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizados às 14h de 2 de outubro.
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A maior despesa individual declarada por Lula foi com a Delta3 Comunicação e Projetos, que recebeu R$ 31 milhões. O valor representa 47,2% de todas as despesas declaradas pela campanha petista.
Entre os outros principais gastos de Lula estão R$ 4,27 milhões com a Log Produções & Filmes, R$ 2,76 milhões com a Gráfica NMC, R$ 2,59 milhões com o Facebook Serviços Online do Brasil e R$ 1,52 milhão com o escritório Ferraro e Novaes Advogados.
Outro destaque é o gasto com tecnologia. Lula destinou R$ 13,2 milhões ao setor, cerca de cinco vezes os R$ 2,6 milhões declarados por Flávio.
Na campanha do senador, o maior contrato individual foi destinado ao setor audiovisual. A F.A.R.O. Propaganda e Publicidade recebeu R$ 13,1 milhões, equivalente a 20,8% do total de despesas declaradas. A agência é do marqueteiro Duda Lima.
Flávio também contratou empresas de comunicação e análise de dados. A Paranoá Digital recebeu R$ 5,03 milhões; a Áurea Tecnologia, R$ 3,7 milhões; a Algoritmo Dados, R$ 3,6 milhões; e a RMR Consultoria, R$ 3,4 milhões.
Nas redes sociais, a campanha de Flávio declarou R$ 4,95 milhões em despesas, ou 7,9% do total. O valor é quase o dobro dos R$ 2,59 milhões destinados por Lula à mesma área. O gasto de Flávio com Facebook Serviços Online do Brasil aparece entre os cinco maiores contratos individuais da campanha.
Dados são parciais
Os valores foram extraídos do portal DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O sistema é atualizado a cada hora, e as despesas podem ser informadas ao longo da campanha.
A consolidação do balanço financeiro inicial foi enviada em 13 de setembro, enquanto a prestação final de contas é apresentada à Justiça Eleitoral depois da votação. Por isso, os valores disponíveis antes do primeiro turno são parciais e podem não refletir todas as despesas realizadas pelas campanhas até a eleição.
O teto de R$ 88,9 milhões vale para o primeiro turno. Em caso de segundo turno, cada candidatura poderá gastar mais R$ 44,5 milhões, elevando o limite total para R$ 133,4 milhões ao longo do pleito.




