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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou o levantamento dos sigilos dos casos envolvendo as investigações do Banco Master durante comício neste sábado (12) em Curitiba. Ele comentou as suspeitas sobre a participação de políticos em festas privadas organizadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
“O Vorcaro já está preso, mas agora vão começar a aparecer as orgias que ele fazia [...] para fazer sacanagem com muita gente da política. Quem fez putaria vai ser desmascarado”, declarou Lula. As investigações da Polícia Federal (PF) indicam que Vorcaro promoveu festas com presença massiva de mulheres para cativar altas autoridades. Em uma dessas ocasiões, em uma boate de São Paulo, a proporção seria de seis mulheres para cada homem.
Na noite desta sexta-feira (11), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça atendeu ao pedido do presidente da Suprema Corte, Edson Fachin, e ampliou o levantamento do sigilo dos processos envolvendo as fraudes do Banco Master.
O candidato petista defendeu o fim dos sigilos em alinhamento com a ala do ministro Alexandre de Moraes, adversário de Mendonça no STF. A primeira parte dos processos sob relatoria de Mendonça, que se tornaram públicos, atingiu Moraes devido à suspeita de relação estreita com Vorcaro.
“Eu estive com o presidente da Suprema Corte [Fachin], que é daqui do Paraná. Não é possível o cidadão, que é o juiz-relator [Mendonça], ficar soltando matérias pensadas somente daquilo que interessava a ele. Eu pedi para liberar todo o processo. Vamos deixar nu para saber quem é que está por detrás disso”, afirmou Lula.
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Lula ainda acusou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de ser o responsável pelo início do esquema de corrupção no Banco Master. “Em 2019, eles pegaram um agiota e o transformaram em banqueiro. Esse Vorcaro que corrompeu muita gente na República. Nós prendemos esse banqueiro. Eles abriram um banco e nós fechamos esse banco”, disse o petista.
Ele também tentou vincular as fraudes de descontos de aposentadorias do INSS ao adversário político. “Descobrimos em dois anos a maior quadrilha montada para roubar aposentados e pensionados nesse país. Foi a Controladoria-Geral da República e a Polícia Federal do meu governo que descobriu uma quadrilha montada no governo Bolsonaro”, atacou.
O presidente também voltou a afirmar que não irá proteger o filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, das investigações sobre tráfico de influência e o lobby no governo federal. “Meu filho não será protegido. Ele nasceu para fazer as coisas certas e eu acredito na inocência dele. Mas se ele cometeu um erro, ele terá que pagar. Isso vale para mim, para o meu filho e para qualquer ministro da Suprema Corte.”








