
Ouça este conteúdo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (20) que realizará um quarto mandato “histórico” caso seja reeleito no segundo turno, no próximo domingo (25), que esta será sua última disputa pelo Palácio do Planalto, e que confia na vitória sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Lula disputa com Flávio o segundo turno da eleição presidencial após terminar o primeiro com cerca de dois milhões de votos atrás do parlamentar.
“Essa é a minha última campanha para presidente da República, última campanha. E esse mandato quero que seja histórico”, afirmou Lula durante agenda de campanha em São Luís, no Maranhão.
VEJA TAMBÉM:
Ao agradecer a recepção no Maranhão, o presidente acrescentou de que está “convencido” de que derrotará Flávio e os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ).
“Saio daqui convencido que vamos dar novamente uma surra nos bolsonaristas”, disparou.
Lula aproveitou para fazer promessas para um eventual quarto mandato, como a ampliação do programa Pé-de-Meia a estudantes do ensino médio e a universitários. Também prometeu gerar empregos, ampliar a formação profissional e incentivar as indústrias digital, verde e criativa.
VEJA TAMBÉM:
Mais cedo, também durante um evento de campanha na capital maranhense, Lula anunciou que seus advogados protocolaram no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido para abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, além dos dados de familiares. A iniciativa foi condicionada à autorização de Flávio Bolsonaro de fazer o mesmo a ele e a integrantes de sua família.
“Porque eu estou disposto que a sociedade brasileira saiba quem é ladrão nesse país, quem é corrupto. Vamos ver se ele tem coragem de abrir a vida secreta dele”, declarou Lula ao desafiar o senador a aceitar a divulgação das informações.
O pedido apresentado ao TSE também abrange empresas das quais os candidatos sejam sócios ou administradores e contas bancárias nas quais figurem como responsáveis financeiros ou “usuários master”. O documento menciona uma empresa registrada na Ilha da Madeira, em Portugal, chamada Alcazar Holdings, ligada ao advogado Willer Tomaz, e afirma que Flávio Bolsonaro teria autorização para movimentar uma conta bancária da companhia, conforme apuração da Polícia Federal.
A solicitação inclui Lula, a primeira-dama Rosângela Lula da Silva e os filhos do presidente, entre eles Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. No caso da família Bolsonaro, o pedido abrange Flávio, sua esposa, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, o ex-presidente Jair Bolsonaro, Rogéria Bolsonaro e os filhos Carlos, Eduardo e Jair Renan.
Os advogados de Lula argumentam que a divulgação dos dados dos dois candidatos antes do segundo turno da eleição seria necessária para que os eleitores pudessem avaliar as informações antes de votar. A petição também invoca princípios constitucionais relacionados à probidade administrativa e à moralidade no exercício de cargos públicos.
O pedido será relatado pelo ministro André Mendonça no TSE, visto pela campanha petista como aliado de Flávio Bolsonaro.








