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A indefinição do presidente Lula (PT) quanto à chapa presidencial, que tem causado apreensão no PSB, não tem mais tom de neutralidade. Nesta quinta-feira (19), o petista falou na possibilidade de manter o vice-presidente, Geraldo Alckmin, como uma concessão, mas sinalizou que prefere o nome na disputa pelo Senado por São Paulo.
"Conversei com Alckmin essa semana: 'Companheiro Alckmin, o que você quer ser?' Eu ficarei imensamente feliz em ter o Alckmin [como candidato a] vice outra vez. É um companheiro que eu aprendi a gostar, de muita lealdade, com muita competência de trabalho, um executivo extraordinário, ele só me ajuda. Mas você tem que conversar com o Haddad para saber onde colheremos mais frutos dele. Se ser candidato ao Senado, sabe, ajuda mais", afirmou o presidente.
A fala ocorreu durante o evento de lançamento da pré-candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo, no Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo (SP). Haddad deixará o cargo de ministro da Fazenda oficialmente nesta sexta-feira (20). O atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece com larga vantagem nas pesquisas.
Aliados, como o ministro da Educação, Camilo Santana, têm defendido que Lula saia candidato com um vice do MDB, com o objetivo de ampliar o arco de alianças e, assim, reforçar a ofensiva contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
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Internamente, o ministro é visto mais como um reforço a Lula no maior colégio eleitoral do país do que como um nome que pode efetivamente ganhar as eleições. Mesmo assim, Lula declara publicamente que "Haddad precisa de uma chapa para ganhar".
O petista avalia que a oposição irá "inventar nomes" por, segundo ele, não ter bons candidatos ao Senado em São Paulo. As pesquisas, no entanto, têm encontrado intenções de voto de dois dígitos em torno de possibilidades como o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), o deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) e o vice-prefeito de São Paulo, Coronel Mello Araújo (PL).
Na atual composição da bancada paulista, apenas o senador Marcos Pontes (PL) continuará no cargo, até 2031. As cadeiras atualmente ocupadas por Giordano (Podemos) e Mara Gabrilli (PSD) estarão em disputa. A chapa da esquerda deve fechar com a atual ministra do Planejamento, Simone Tebet. Ela está no MDB, mas pode migrar para o PSB.








