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"Não empolgou a direita"

Malafaia critica “amadorismo” de Flávio e aposta em Tarcísio para a presidência

Malafaia critica “amadorismo” de Flávio e aposta em Tarcísio para a presidência
Malafaia alegou que Flávio teria se aproveitado de um momento de “debilidade emocional” de Bolsonaro (Foto: EFE/André Coelho)

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O pastor Silas Malafaia voltou a defender uma chapa encabeçada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) como vice. Segundo ele, essa composição é a única capaz de derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pois a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) “não empolgou a direita”.

“A direita pura não ganha eleição. Para ganhar a eleição contra Lula tem que juntar centro e direita… Eu não vejo o Flávio com musculatura para derrotar o Lula”, disse o pastor em entrevista ao SBT News nesta quarta-feira (21).

Malafaia alegou que o senador teria se aproveitado de um momento de “debilidade emocional” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para conseguir o aval na disputa. Ele classificou a articulação de Flávio como um "amadorismo político de alto grau".

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“Achei uma afronta, o pai está debilitado emocionalmente, o filho vai lá sozinho e arranca dele 'eu sou o candidato'. Depois de o pai ser operado numa crise, o filho vai lá e faz o pai escrever uma coisa. Isso para mim é um amadorismo político de alto grau", afirmou.

"Eu sou psicólogo, eu sei que é uma pessoa debilitada emocionalmente”, acrescentou Malafaia. O líder religioso apontou que a esquerda não se sente ameaçada por Flávio, observando que o governo Lula não o ataca estrategicamente, ao contrário do que faz com Tarcísio.

“O Tarcísio encarna o novo, vem com rótulo de competência de governabilidade. A candidatura do Flávio não empolgou a direita”, ressaltou.

Malafaia destacou que o governador paulista possui a força de governar São Paulo, enquanto Michelle agrega, segundo ele, o apoio das mulheres, dos evangélicos e possui conexão com o Nordeste.

Embora reconheça competência em nomes como os governadores do Paraná, Ratinho Junior (PSD); de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo); de Goiás, Ronaldo Caiado (União) e do próprio Flávio, o pastor argumenta que a questão central não é a competência, mas a “capilaridade” eleitoral.

A Gazeta do Povo procurou o senador Flávio Bolsonaro, mas ainda não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestações.

Tarcísio receberia ultimato de Bolsonaro para disputar reeleição em SP

Tarcísio foi autorizado a visitar Bolsonaro na Papudinha, em Brasília. O governador chegou a confirmar o encontro, que deveria ter ocorrido nesta quinta (22), mas cancelou a viagem. O Palácio dos Bandeirantes afirmou que ele já tinha compromissos agendados e que pretende solicitar uma nova data para ver o aliado.

O recuo ocorreu após Flávio declarar que o ex-presidente daria um ultimato a Tarcísio e destacaria que sua reeleição em São Paulo seria “fundamental” para “derrotar o PT”. O governador é criticado por parte da direita por não demonstrar apoio explícito ao senador na disputa.

Nesta quarta (21), o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse que não há "climão" entre Tarcísio e Bolsonaro após o cancelamento da visita. Em entrevista à coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, o dirigente reforçou que o governador apoiará a campanha de Flávio ao Planalto.

"Tarcísio é um homem sério, não ficou chateado. Ele vai entrar na campanha [de Flávio] para valer. Essa história sobre ter algum incômodo é coisa do PT tentando colocar fogo na situação", disse Valdemar.

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