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Diplomacia de interesses

Marinho minimiza possível apoio de Trump a Flávio após pesquisa sugerir benefício a Lula

Coordenador da pré-campanha fala em aproximação apenas em casos de "convergência de interesses" e critica negativa de visto e Beattie.
Coordenador da pré-campanha fala em aproximação apenas em casos de "convergência de interesses" e critica negativa de visto e Beattie. O objetivo da comissão é investigar fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), envolvendo descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas. A CMPI é formada por senadores e deputados, num total de 32 titulares e igual número de suplentes. À bancada, em pronunciamento, senador Rogerio Marinho (PL-RN). Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

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Após uma pesquisa Quaest, divulgada nesta sexta-feira (13), obter que o apoio explícito do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aumentaria as chances de um voto no presidente Lula (PT) para 32% dos entrevistados, enquanto 28% direcionaram o apoio a uma maior chance de voto em Flávio, o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha, disse que espera uma "campanha isenta", com associação entre os países apenas em casos de convergência de interesses.

"Nós achamos que os países necessariamente precisam fazer negócios e ter afinidades com conceitos, com a forma como os países se comportam, que é a questão da democracia, dos direitos humanos, mas sobretudo tem que ajudar o seu respectivo país. O presidente Donald Trump defende os interesses dos Estados Unidos e nós, evidentemente, vamos defender os nossos interesses. E quando eles convergirem, certamente será bom para as duas partes, que é o que deve acontecer em qualquer negociação diplomática de alto nível", declarou, em entrevista à CNN Brasil.

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Para Marinho, o resultado do levantamento teria motivado Lula a uma provocação "deliberada e gratuita" ao governo americano, referindo-se a uma fala em que o petista atribui a si a responsabilidade pela negativa de visto ao assessor do Departamento de Estado Darren Beattie para uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na prisão. Ao tratar do tema, o presidente Lula condicionou a liberação da viagem à liberação do visto do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Para Marinho, houve "deboche" por parte de Lula na fala, o que demonstraria que o petista é "inepto" para o cargo.

"Isso é apequenar os interesses do Brasil frente à necessidade que nós temos de ter convergência e afinidade com parceiros importantes do ponto de vista comercial e estratégico, como é o caso dos Estados Unidos", completou.

Marinho ainda ressaltou a visita de autoridades do governo de Joe Biden ao Brasil durante a campanha presidencial de 2022, no sentido de verificar a conformidade do pleito, além de acusar o governo do democrata de financiar organizações brasileiras para manipularem a população para que votassem na esquerda.

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