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"Espírito de união"

Michelle diz que colocou “uma pedra” na crise com Flávio Bolsonaro

Michelle diz que colocou “uma pedra” na crise com Flávio
Após desavença pública, Michelle se reencontrou com Flávio para gravar materiais de campanha. (Foto: EFE/André Coelho)

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) afirmou nesta terça-feira (11) que colocou “uma pedra” na crise com o pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os dois se reuniram pela primeira vez após a desavença pública para gravar materiais de campanha.

“Colocamos a pedra [na desavença] Qual família é perfeita, né? Levanta a mão aí quem não tem problema na família. Graças a Deus, conversamos, nos unimos em prol de algo muito maior para nossa nação”, disse a ex-primeira-dama a jornalistas depois do encontro com Flávio. 

Michelle, que é candidata ao Senado pelo Distrito Federal, disse que o reencontro “foi ótimo” e que “todos estão muito empolgados e com o mesmo espírito de união”. Ela relatou que provavelmente não acompanhará Flávio nos estados, pois precisa cuidar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar. 

“Para estar aqui hoje pela manhã já não foi tão fácil. Eu tenho que deixar tudo pronto em casa e pedir ajuda para minha funcionária poder ficar um pouquinho a mais até eu chegar. Então, viajar não sei como vai ser, vamos ver um dia de cada vez”, disse. 

Michelle disse que Flávio pode contar com seu apoio “nas redes sociais” e “com a força feminina” do PL que “está espalhada pelo pelo Brasil”. A ex-primeira-dama era presidente do PL Mulher, mas deixou o cargo após divulgar o vídeo em que contou ter sido “humilhada” pelo senador.

Ela também comentou sobre a escolha do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice na chapa de Flávio. "É claro que eu, como representante das mulheres de bem no Brasil, gostaria que fosse uma mulher. Mas se for um vice que vai ter um olhar especial para as mulheres, para as mães atípicas, enfim, para todas aquelas que precisam, a gente vai estar junto, apoiando, vai dar tudo certo", disse.

Questionada se a relação com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Carlos Bolsonaro (PL-SC) também melhorou, Michelle evitou responder. "Olha só, não vou responder. Eu não vou polarizar. Um dia de cada vez. A gente está se ajustando. Mas eu não guardo mágoa de ninguém", disse.

“O meu coração é limpo, graças a Deus. Até porque, se eu guardar mágoa, eu é que não vou conseguir viver. Estou livre desse sentimento. As coisas vão se ajustando aos poucos”, acrescentou. 

“É visceral”, diz Michelle sobre rejeição a aliança com Ciro Gomes

Michelle voltou a criticar o apoio do PL a candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará. Em junho, ela relatou ter sido maltratada por Flávio em meio ao impasse sobre a aliança com Ciro, pois os enteados deram aval à articulação.

“Sou, sim, contra essa aliança com Ciro Gomes. É visceral. O meu marido hoje está inelegível por conta do partido dele. Não guardo mágoa, mas é uma questão de coerência, bom senso”, disse a ex-primeira-dama nesta tarde. 

Então partido de Ciro, o PDT apresentou uma das ações que levou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a declarar a inelegibilidade do ex-presidente.

Ela reforçou que, apesar de se manter contra a alçiança, a crise com Flávio foi superada. "Nos abraçamos, desejei boa sorte, oramos juntos e está tudo certo", enfatizou.

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