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Programa de governo

As principais propostas de Cleitinho, governador eleito em Minas Gerais

Cleitinho Azevedo Minas Gerais
Cleitinho Azevedo (Republicanos) foi eleito governador de Minas Gerais no primeiro turno. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)

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Cleitinho Azevedo (Republicanos) foi eleito governador de Minas Gerais no primeiro turno das eleições de 2026. O senador chega ao Palácio Tiradentes com propostas concentradas na redução de impostos, renegociação da dívida estadual, recuperação das estradas, regionalização da saúde e ampliação da estrutura de segurança pública.

Durante a campanha, Cleitinho também defendeu a revisão de benefícios fiscais, a redução de burocracias para empresas e produtores rurais e uma maior descentralização das ações do governo.

Algumas propostas aparecem no plano de governo registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), enquanto outras foram apresentadas pelo candidato em debates e entrevistas.

Redução do IPVA e revisão de incentivos fiscais

Uma das principais promessas de Cleitinho é reduzir a alíquota do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Ele deixou claro, porém, que não pretende extinguir o tributo.

Durante sabatina do jornal O Tempo, em setembro, o então candidato afirmou que pretende compensar parte da perda de arrecadação com a revisão de benefícios e isenções fiscais concedidos pelo estado.

Ele não apresentou uma nova alíquota nem estimou o impacto financeiro da medida.

Em pronunciamento no Senado, Cleitinho também defendeu uma negociação com o governo federal para rever incentivos fiscais concedidos a mineradoras.

A ideia apresentada pelo senador é usar os valores arrecadados com a mudança para reduzir a dívida de Minas com a União.

Renegociação da dívida com a União

A situação fiscal de Minas Gerais aparece entre as prioridades do governador eleito.

No dia seguinte à eleição, Cleitinho afirmou que pretende procurar o presidente da República eleito para negociar as condições da dívida estadual.

A proposta, segundo ele, é buscar uma mudança nas parcelas pagas por Minas à União para liberar recursos para investimentos no estado.

A renegociação também apareceu durante a campanha, quando Cleitinho defendeu uma nova negociação em Brasília.

O governador eleito ainda não apresentou, contudo, uma proposta numérica para alterar os valores ou prazos da dívida.

Em entrevista após a eleição, colocou a renegociação como a primeira medida de sua gestão.

Estradas, pedágios e infraestrutura

Cleitinho também promete recuperar a malha rodoviária mineira e cobrar investimentos das concessionárias.

Durante a campanha, ele criticou a combinação entre pedágios e condições ruins das estradas.

Em agosto, no Senado, afirmou que os mineiros não deveriam pagar pedágios e IPVA enquanto enfrentam rodovias em más condições.

Na sabatina do jornal O Tempo, admitiu a manutenção do modelo de concessões, mas defendeu a cobrança das obras previstas nos contratos e a revisão de contratos que considerar desequilibrados.

Também afirmou ser contrário à criação de novos pedágios em entrevista à BandNews FM.

Regionalização da saúde

Na saúde, o plano de governo registrado no TSE propõe fortalecer a integração entre o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), hospitais, serviços de urgência, regulação e transporte sanitário.

O documento também prevê protocolos regionais para definir os serviços de referência de cada região.

Cleitinho associou a proposta à redução das longas viagens feitas por pacientes do interior em busca de atendimento.

Durante o debate da TV Globo, em setembro, citou o caso de uma paciente que, segundo ele, percorreu cerca de 800 quilômetros de ambulância para receber atendimento.

Mais policiais e tecnologia contra o crime

Na segurança pública, Cleitinho defendeu ampliar o efetivo policial e utilizar tecnologia para monitorar criminosos.

Entre as medidas apresentadas durante a campanha estão a instalação de bloqueadores de sinal de celular nos presídios, o uso de câmeras e ferramentas de inteligência para monitorar facções e a ampliação das Associações de Proteção e Assistência aos Condenados (Apacs).

Em sabatina da BandNews FM, também propôs câmeras inteligentes com inteligência artificial e monitoramento permanente nas cidades mineiras, além de câmeras corporais para policiais militares.

O plano de governo registrado no TSE prevê ainda a implantação do Plantão Digital Audiovisual e Descentralizado, com o objetivo de reduzir burocracias e agilizar o atendimento da Polícia Civil.

Cidade Administrativa no Vale do Jequitinhonha

Cleitinho também prometeu descentralizar fisicamente o governo. Durante o debate da TV Globo, afirmou que pretende criar uma Cidade Administrativa no Vale do Jequitinhonha e despachar da região.

Depois da eleição, ele voltou a citar a proposta como uma das primeiras ações do governo.

A intenção, segundo o governador eleito, é levar investimentos para o Vale do Jequitinhonha e para o Norte de Minas, regiões que considera menos atendidas pelo orçamento estadual.

Cleitinho disse que pretende buscar recursos privados para a estrutura e afirmou que pretende distribuir o orçamento estadual de maneira mais equilibrada entre as regiões.

Menos burocracia para empresas e produtores

Na economia, Cleitinho defende reduzir a interferência do Estado sobre a atividade produtiva. Durante o debate da TV Globo, afirmou que o governo deve facilitar a atuação de empreendedores e trabalhadores.

“O Estado é fonte de despesa. Quem gera emprego é o empreendedor, é o trabalhador. Então, o Estado, o mínimo que tem que fazer é não dificultar”, declarou.

O plano de governo também prevê iniciativas voltadas ao agronegócio, como ampliação da irrigação e dos reservatórios, fortalecimento de polos irrigados e recuperação de pastagens.

O documento propõe ainda incentivar a mineração mais segura, o aproveitamento de rejeitos e a diversificação econômica de regiões mineradoras.

Valorização dos servidores públicos

Cleitinho também prometeu recompor as perdas inflacionárias dos servidores públicos estaduais.

No debate da TV Globo, afirmou que pretende conceder reajustes para as categorias de segurança pública, educação e saúde.

Em entrevista à BandNews FM, reiterou a promessa de recomposição anual pela inflação e afirmou que o funcionalismo não é responsável pela crise fiscal do estado.

A proposta, no entanto, dependerá da situação fiscal de Minas e das regras aplicáveis ao gasto com pessoal.

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