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Em seu primeiro discurso como governador eleito de Minas Gerais neste domingo (4), Cleitinho Azevedo (Republicanos) disse que quer usar o mandato como exemplo para pacificar o país. Ele aproveitou a oportunidade para confirmar o apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais.
Com uma votação expressiva, de mais de 6,3 milhões de votos, Cleitinho celebrou a meteórica ascensão política em 10 anos, de verdureiro e vereador em Divinópolis a governador do estado.
“É Deus, é Jesus Cristo. É a minha fé e o povo. Isso é para mostrar para quem está me vendo aqui e agora, acreditem na sua fé. Acreditem em Deus. O que aconteceu comigo tem 10 anos. Em 10 anos de verdureiro eu virei governador, foi a minha fé”, comemorou.
Cleitinho pregou diálogo com o Governo Federal
Cleitinho disse que vai procurar o diálogo com o governo federal independentemente de quem for eleito. Como uma de suas primeiras medidas como governador, ele disse que quer montar uma “cidade administrativa” na região do Vale do Jequitinhonha, uma das mais pobres do estado de Minas Gerais.
“Eu tenho que cuidar de todas as regiões, mas meu pai me ensinou uma coisa: é preciso cuidar de quem mais precisa. O Vale [do Jequitinhonha], o Norte de Minas, são as regiões mais carentes, e a fatia do bolo sempre foi menor para elas. A partir de agora, o orçamento de Minas Gerais vai ser dividido por igual. Vou despachar de lá para mostrar para o mundo que esse é o Vale da Riqueza”, comentou.
O governador eleito reforçou sua postura de “não ter lado” na política, e disse que seu lado é “o lado da população”. “Até porque quando tem um buraco, quando tem um problema na Saúde, isso afeta quem é de direita e de esquerda”, resumiu.
Cleitinho minimizou as polêmicas que precederam sua confirmação como candidato – “o passado é passado, e quem tentou me prejudicar está perdoado”, afirmou – e reforçou que uma vez eleito governará para todos.
“Eu quero ser exemplo para poder pacificar esse país. Nós somos um só povo. Eu, como governador, tenho a obrigação de governar para todos, para quem votou e para quem não votou. Vou honrar cada um, inclusive quem não acreditou. Vou fazer um trabalho de humildade para que aquela pessoa que não acreditou em mim, daqui 4 anos fale assim: ‘você mudou minha opinião’”, completou.








