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Eleições 2026

Ministra do TSE determina que vice de Flávio apague vídeo que associa Lula ao crime organizado

Gilmar arquiva pedido de investigação contra vice de Flávio por suposto estupro
Decisão é contra o vice de Flávio, Alfredo Gaspar (PL) (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que o candidato a vice-presidente da República Alfredo Gaspar (PL), integrante da chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro, remova no prazo de 24 horas publicações veiculadas em seus perfis do Instagram e do Facebook. O material associava o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao crime organizado e a um homicídio ocorrido no estado de Pernambuco.

A ordem liminar foi proferida pela relatora do caso, ministra Estela Aranha, no âmbito de uma representação por propaganda eleitoral irregular ajuizada por Lula e pela Coligação Brasil Pronto Pra Mais. A decisão também fixa a proibição de que o candidato republica o conteúdo impugnado ou transmissões com teor substancialmente idêntico até o julgamento definitivo pelo Plenário do TSE.

Associação sem amparo factual sobre morte de empresário, diz ministra

A controvérsia teve origem na publicação feita por Alfredo Gaspar em 11 de outubro de 2026. Na ocasião, o candidato compartilhou um vídeo jornalístico que noticiava o assassinato de um empresário ocorrido em 7 de outubro no estado de Pernambuco e apontado como organizador de uma carreata em apoio a Flávio Bolsonaro. Ao veicular o vídeo, Gaspar acrescentou a legenda: “Gravíssimo! O crime organizado tem lado na eleição presidencial, apoia Lula. Chega de impunidade!”.

Em sua análise preliminar, a ministra Estela Aranha destacou que a própria reportagem exibida no vídeo deixava claro tratar-se de um “caso em apuração” e com “informação em desenvolvimento”, sob investigação do Ministério Público e sem autoria ou motivação definidas.

Segundo a relatora, a conduta de atribuir o homicídio ao crime organizado e vinculá-lo à candidatura de Lula transmitiu uma conclusão irreal e sem respaldo nas informações jornalísticas utilizadas, extrapolando os limites da liberdade de expressão e da crítica política.

“Não se trata de impedir a divulgação de notícias sobre o homicídio ou o debate acerca da segurança pública, mas de reconhecer que a legenda acrescentada ao vídeo transmite conclusão que não decorre das informações jornalísticas utilizadas, com potencial para induzir o eleitorado em erro e atingir a honra e a imagem do candidato”, assinalou a ministra em sua fundamentação.

Segunda determinação de remoção em uma semana

O episódio marca a segunda decisão desfavorável a Alfredo Gaspar proferida pelo TSE em mesma semana por veiculação de conteúdos sem comprovação contra o candidato petista.

Anteriormente, o ministro Marco Aurélio Bellizze já havia ordenado que o candidato a vice apagasse um vídeo no qual acusava Lula de cobrar R$ 1 bilhão em propina para liberar o acesso de empresários a fundos de pensão federais. Naquela ocasião, o magistrado considerou que a gravação atribuía falsamente a prática de crimes graves sem o devido suporte probatório. O candidato Alfredo Gaspar não se manifestou até o momento. O espaço segue aberto.

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