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Quase metade dos ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi exonerada e poderá concorrer nas eleições de 2026. O prazo do Superior Tribunal Eleitoral (TSE) para desincompatibilização terminou no último sábado (4) e os agora ex-ministros estão livres para tentar cargos eletivos.
Das 38 pastas no primeiro escalão do governo, 17 tiveram mudanças motivadas por pretensões eleitorais, especialmente como forma de Lula fortalecer as disputas estaduais e, também, para o Senado Federal, considerado fundamental tanto para a direita quanto para a esquerda no pleito deste ano.
A lista dos ministros que deixaram o governo
Espalhadas pelo país, as candidaturas de ministros do governo Lula incluem tentativas de eleição como deputados (estadual e federal), senadores e governadores, além de composição na chapa como vice-presidente, conforme a lista abaixo:
- André Fufuca (PP) - senador pelo Maranhão
- Anielle Franco (PT) - deputada federal pelo Rio de Janeiro
- Camilo Santana (PT) - governador do Ceará
- Carlos Fávaro (PSD) - senador pelo Mato Grosso
- Fernando Haddad (PT) - governador de São Paulo
- Geraldo Alckmin (PSB) - vice-presidente
- Gleisi Hoffmann (PT) - senadora pelo Paraná
- Jader Filho (MDB) - deputado federal pelo Pará
- Macaé Evaristo (PT) - deputada estadual em Minas Gerais
- Márcio França (PSB) - senador por São Paulo
- Marina Silva (Rede) - senadora por São Paulo
- Paulo Teixeira (PT) - deputado federal por São Paulo
- Renan Filho (MDB) - governador de Alagoas
- Rui Costa (PT) - senador pela Bahia
- Silvio Costa Filho (Republicanos) - deputado federal por Pernambuco
- Simone Tebet (PSB) - senadora por São Paulo
- Sônia Guajajara (PSOL) - deputada federal por São Paulo
Na lista estão nomes próximos e de confiança de Lula. Em São Paulo, por exemplo, ele trabalha pela candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo do estado e de Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) ao Senado.
Por São Paulo, ainda tentarão a Câmara dos Deputados Paulo Teixeira (PT) e Sônia Guajajara (PSOL). Enquanto isso, Gleisi Hoffmann (PT) terá um papel estratégico na corrida ao Senado no Paraná na tentativa de conter o avanço de candidatos de direita e servir de palanque para Lula.
Um cenário parecido para Carlos Fávaro (PSD), que tentará mais oito anos na Câmara Alta pelo Mato Grosso. Lula também exonerou Geraldo Alckmin (PSB), que será o candidato a vice-presidente na chapa do petista em 2026. Ele pode seguir no cargo de vice, mas precisava deixar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
“O companheiro Alckmin, que vai ter que deixar o MDIC, ele vai ter que deixar, porque ele é candidato a vice-presidente da República outra vez”, afirmou Lula.











