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Liminar

Nunes Marques suspende pesquisa que associava Flávio Bolsonaro a Vorcaro

Presidente do TSE viu indícios de contaminação dos resultados. Liminar ainda passará pelo crivo do plenário.
Presidente do TSE viu indícios de contaminação dos resultados. Liminar ainda passará pelo crivo do plenário. (Foto: Luiz Roberto/TSE)

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinou a suspensão de uma pesquisa do Instituto AtlasIntel que associou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, questionando sobre a percepção do eleitorado acerca das revelações do portal The Intercept.

A decisão liminar é desta segunda-feira (8). Nela, Nunes Marques alega que há indícios de contaminação dos resultados, pelo que é necessário que o conteúdo seja retirado do ar. Como é uma liminar, a determinação ainda precisa passar pelo plenário, o que deve ocorrer na sessão presencial desta terça-feira (9).

Ao longo do questionário, realizado por formulário eletrônico, os pesquisadores questionam se o eleitor tinha ciência dos áudios que revelaram a relação entre Flávio e Vorcaro. Ao final, houve a reprodução do áudio, com um recurso para que o respondente classificasse como "excelente" ou "terrível", a depender da perspectiva.

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Durante o questionário eletrônico, o eleitor teve a possibilidade de ouvir os áudios de Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro.Durante o questionário eletrônico, o eleitor teve a possibilidade de ouvir os áudios de Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro. (Foto: Reprodução/TSE/AtlasIntel)

O argumento da campanha de Flávio é o de que, ao reproduzir o áudio, o instituto estaria já induzindo o eleitor a uma opinião desfavorável, o que levaria a mais respostas desfavoráveis.

"A pesquisa, da maneira heterodoxa em que formulada, pode criar, indevidamente, manchetes e narrativas de campanha baseadas em resultados obtidos após estímulo negativo. Isso desvirtua a função informativa da pesquisa eleitoral e permite que o instrumento de medição se converta em meio indireto de propaganda negativa", argumentou a representação.

Nunes Marques lembrou que em outras pesquisas do mesmo instituto não houve reprodução de áudios. Além da suspensão, o ministro determinou que a AtlasIntel envie a documentação técnica completa, fundamentando a legitimidade do uso do áudio.

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