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Paes nega mal-estar com Lula, mas diz que não é “vassalo” do petista

Candidato ao governo do RJ gerou incômodo na campanha petista por falta de apoio ao presidente.
Candidato ao governo do RJ gerou incômodo na campanha petista por falta de apoio ao presidente. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

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O candidato a governador do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) negou que haja um mal-estar entre ele e o presidente Lula (PT). O ex-prefeito da capital fluminense, no entanto, acenou ao eleitorado do lado oposto e disse que não é um "vassalo" do petista.

"Eu tenho muita gratidão ao presidente Lula, voto no presidente Lula, faço campanha para o presidente Lula. Agora, tem pessoas que votam em mim que não fazem campanha, que não votam no presidente Lula. Eu já disse: eu não sou do PT, eu não penso tudo igual ao Lula, eu não sou um vassalo do Lula", afirmou, durante uma agenda de campanha na Rocinha, nesta quarta-feira (7).

Paes já sinalizou que não deve priorizar temáticas de nível nacional no embate contra Douglas Ruas (PL) no segundo turno. A campanha petista expressou incômodo, já que o presidente saiu atrás no primeiro turno. Segundo a Folha de São Paulo, Lula teria recebido reclamações sobre a postura de Paes durante uma reunião com aliados.

O candidato a governador afirmou que "tem intrigueiro" e "ciúme" no entorno, mas afirmou que conversou com o presidente, e que o clima não indicava mal-estar.

"Eu falei ontem à noite com o presidente Lula. Tem intrigueiro, tem ciúme. Eu também queria que todo mundo que votou no Lula votasse em mim", pontuou.

Paes chega ao segundo turno em desvantagem

Embora esteja no segundo turno, Eduardo Paes chega em desvantagem. Ele recebeu 42,76% dos votos válidos (3.706.984), enquanto Douglas Ruas obteve 49,27% (4.271.199).

Os resultados para outros cargos levaram a uma proeminência da direita. As duas vagas do Senado foram para os candidatos do PL: Carlos Portinho e Carlos Jordy. Benedita da Silva (PT) ficou em terceiro lugar, com 3,2 milhões de votos. O partido fez 15 deputados federais no estado, enquanto os petistas elegeram seis. São 46 vagas no total.

Já para o cargo de deputado estadual, a maior votação foi para Índia Armelau (PL), que obteve 248.504 votos. A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) terá 21 parlamentares do PL, o que corresponde a quase um terço da Casa. Em contrapartida, o PT contará com nove das 70 cadeiras, menos de 13%.

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