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Orientação da cúpula

PT da Paraíba descarta candidatura própria para governo e Senado

Aliado de Lula, João Azevêdo (PSB) está em seu segundo mandato como governador da Paraíba e deve concorrer ao Senado.
Aliado de Lula, João Azevêdo (PSB) está em seu segundo mandato como governador da Paraíba e deve concorrer ao Senado. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

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A cúpula do PT na Paraíba decidiu que a sigla não lançará candidatos ao governo ou ao Senado no estado. Com isso, o partido deve apoiar algum aliado do presidente Lula (PT) nas eleições de 2026. O posicionamento foi divulgado nesta sexta-feira (13), por meio de nota. Nela, a executiva também rejeita a adoção de uma "postura de neutralidade".

O atual governador da Paraíba é João Azevêdo (PSB), que já está em seu segundo mandato e deve disputar o Senado. Com isso, as opções do PT para apoio ao Palácio dos Despachos incluem o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), o senador Efraim Filho (União) e o advogado Pedro Cunha Lima (PSD).

Além de João Azevêdo, as cadeiras do Senado pela Paraíba devem ser disputadas pelo já senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), pelo ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga (PL), pelo ex-deputado federal Major Fábio (Novo) e pelo prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos).

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O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), já foi governador e Senador pelo Ceará, e hoje atua na articulação das alianças. Ele já havia revelado que o partido poderia ceder espaço em alguns estados, em troca do apoio a Lula no pleito presidencial.

Os dados das pesquisas eleitorais mostram que as alianças podem mesmo ser necessárias: nesta quarta-feira (11), dois levantamentos apontam para um crescimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em simulações de segundo turno. A Quaest obteve um empate numérico entre os pré-candidatos, com 40% cada um. Já o levantamento da Futura Inteligência mostra Flávio na frente, com 48,8% das intenções de voto, contra 40,5% do petista.

O Senado é considerado estratégico para a oposição, uma vez que a Casa é responsável por processar e julgar os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o procurador-geral da República.

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