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A pré-candidata ao Senado pelo Paraná Cristina Graeml (PSD) afirmou nesta quarta-feira (5) que seguirá apoiando Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa presidencial de 2026, apesar de o PSD ter o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado como candidato da legenda ao Palácio do Planalto. A declaração ocorreu durante entrevista ao programa Café com a Gazeta do Povo, um dia após o PSD confirmar oficialmente a candidatura de Graeml ao Senado.
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A pré-candidata afirmou que sua posição quanto ao apoio a Flávio já estava definida antes da filiação ao PSD e disse que recebeu do governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), a garantia de que poderia manter seu apoio ao pré-candidato do PL.
“Desde a minha primeira conversa com o governador Ratinho Junior, ele me disse que sabia que eu apoiava o Flávio e que eu estava livre para continuar apoiando, se assim desejasse”, declarou.
Pré-candidata diz que apoio a Flávio é questão de convicção
Segundo a pré-candidata, o apoio a Flávio Bolsonaro representa uma escolha baseada em convicção política. Ela lembrou que já defendia o nome do senador quando integrava o União Brasil, partido pelo qual passou antes de ingressar no PSD.
“A confirmação do nosso candidato pelo partido, o Ronaldo Caiado, veio depois. E, só para lembrar, eu tive uma passagem pelo União Brasil. O Caiado era do União Brasil e eu apoiava o Flávio no União Brasil. É uma questão de convicção”, afirmou.
Graeml disse que respeita a trajetória política de Ronaldo Caiado e que seguirá as orientações partidárias em agendas oficiais durante a campanha.
“Eu respeito o ex-governador Caiado e, obviamente, estarei no palanque se o partido orientar. Pela conjuntura, estarei. Mas eu vou com o Flávio, que é o único que pode vencer Lula em um segundo turno”, declarou.
Cristina Graeml diz que foi “abandonada” por Moro durante janela partidária
A pré-candidata afirmou que, ainda pelo Podemos, percorreu 118 municípios do Paraná para conversar com prefeitos, vereadores e representantes de áreas como educação e saúde na construção da candidatura. Na sequência, ingressou no União Brasil, partido que tinha o senador Sergio Moro (PL) como presidente estadual.
Segundo Graeml, a saída de Moro do partido poucos dias antes do encerramento da janela partidária, prejudicou a estrutura política construída para a disputa.
“Eu fui abandonada durante a janela partidária. O senador Moro abandonou o partido quatro ou cinco dias antes do fechamento da janela partidária, em uma situação muito atípica. Ele levou a chapa de deputados federais e estaduais que eu tinha ajudado a montar”, afirmou.
Após a mudança, Graeml disse que recebeu o convite de Ratinho Junior para ingressar no PSD e disputar inicialmente a vice-governadoria na chapa encabeçada por Sandro Alex (PSD).
“Eu sou muito grata ao convite que foi feito. Ele me convidou para ser vice-governadora, e eu aceitei. Se tivesse consenso do partido para a vice-governadoria, eu teria aceitado”, declarou.
Graeml minimiza atritos com Greca e diz que eleição de 2024 ficou para trás
Questionada sobre a relação com Rafael Greca (MDB), pré-candidato a vice-governador na chapa de Sandro Alex, Graeml afirmou que as disputas eleitorais fazem parte do processo político e disse que o confronto municipal de 2024 foi encerrado.
“As disputas são acirradas, mas se encerram. A disputa de 2024 terminou em 2024. Eu saí em 27 de outubro derrotada, mas com um capital político gigantesco. Eu retomei o jornalismo, após a derrota para o Eduardo Pimentel (PSD) e passei a construir minha candidatura ao Senado", disse.
Sobre a ausência de Greca no lançamento de sua candidatura e sua própria falta no anúncio da vice-candidatura do ex-prefeito, Graeml afirmou que conflitos de agenda impediram os encontros.
“Quando foi confirmada a vice-candidatura do Greca, eu estava em agenda fora de Curitiba. Não sei qual era a agenda dele no evento de lançamento da minha candidatura ao Senado. Mas o pleito de 2024 ficou em 2024”, afirmou.
Graeml afirma que eleger presidente do Senado que paute impeachment do STF será prioridade
A pré-candidata afirmou que pretende atuar no Senado pela anistia dos envolvidos nos processos relacionados aos atos de 8 de janeiro, caso seja eleita. Ela disse que perdeu o contato direto com Jair Bolsonaro (PL), mas mantém diálogo com aliados do ex-presidente.
“Eu espero estar no Senado para ser uma das vozes a favor da anistia. A pauta número um é eleger um presidente do Senado que paute impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF)”, afirmou.
Ao comentar a candidatura de Alexandre Curi (Republicanos) ao Senado pela mesma coligação, Cristina afirmou que o deputado estadual manteve uma atuação concentrada no Paraná e evitou embates nacionais.
“Alexandre Curi é um deputado estadual e estava focado no Paraná. Não entrou nas brigas em Brasília, assim como o governador Ratinho Junior, que estava administrando o Paraná. Agora ele vai ter que responder na campanha sobre a sua postura a temas nacionais, como quanto ao STF", afirmou.




