Publicidade
Eleições 2026

Entenda a situação eleitoral de Deltan Dallagnol

Candidatos ao Senado PL-Novo: Deltan Dallagnol e Filipe Barros.
Apesar da suspensão da campanha, Dallagnol explica que permanece como candidato ao Senado. (Foto: Vitor Liasch/Campanha Filipe Barros)

Ouça este conteúdo

O candidato ao Senado Deltan Dallagnol (Novo-PR) anunciou neste domingo (27) a reativação do perfil do Instagram, que havia sido bloqueado após liminar do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), na última quinta-feira (24). O candidato do Novo esclareceu que, apesar da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — suspendendo os atos de campanha do ex-procurador da Lava Jato no Paraná —, ele segue como candidato a senador com o nome nas urnas para votação no próximo domingo (4).

“Eu continuo como candidato ao Senado, o meu nome estará na urna, mas estou há oito dias proibido pelo TSE de fazer atos de campanha. [..] O Paraná está mandando o recado que quer enviar para Brasília dois senadores comprometidos a enfrentar a censura e defender as liberdades”, disse Dallagnol, em referência ao nome do parceiro de chapa, Filipe Barros (PL-PR).

Acompanhado do candidato ao governo Sergio Moro (PL-PR), Barros tem defendido a continuidade da campanha de Dallagnol. Os aliados, no entanto, também foram alvos de uma decisão do TRE-PR, que impôs uma nova restrição. “A atuação de terceiros candidatos não pode servir como via de burla para o restabelecimento prático de uma campanha eleitoral expressamente suspensa pela Corte Superior”, afirmou a juíza Sandra Bauermann.

Com a campanha suspensa, o partido Novo aguarda o julgamento do registro de candidatura de Dallagnol no TSE. No Paraná, ele teve o registro deferido com recurso por quatro votos a três, o que será analisado pela Corte Superior. O processo ainda não tem data para julgamento. “Podem tentar calar a nossa voz. Eu não posso pedir voto por causa da censura eleitoral, mas a decisão final está nas mãos do povo paranaense”, declarou.

Confira os principais pontos sobre a candidatura ao Senado de Deltan Dallagnol

Deltan é candidato ao Senado no Paraná?

Sim. Segundo a Justiça Eleitoral, ele teve o registro deferido com recurso no Paraná. O registro ainda aguarda o julgamento do TSE.

O nome de Deltan vai aparecer na urna ao digitar o número do candidato?

Sim. De acordo com o site sobre as candidaturas registradas no TSE, o nome de Deltan Dallagnol consta nas urnas.  

Como está a situação jurídica do candidato hoje?

Dallagnol teve o registro deferido pelo TRE-PR, mas a Federação Brasil da Esperança do Paraná (PT, PCdoB e PV) e a coligação “Paraná para Todos” recorreram ao TSE contra a decisão que confirmou a candidatura ao Senado. Os partidos encabeçados pelo PT alegam que o registro do candidato do Novo contraria decisão da Corte Superior, que cassou a candidatura do então deputado federal em 2023. O TSE entendeu que Dallagnol pediu exoneração voluntária do cargo de procurador da República para não responder a processos administrativos e disputar as eleições de 2022.

A defesa de Dallagnol argumenta que o acórdão do julgamento em 2023 trata especificamente da candidatura do ex-deputado federal e não prevê a perda dos direitos políticos. Assim, para a defesa do candidato, ele estaria elegível para as eleições deste ano.

O que está em jogo para o TSE definir sobre Deltan?

O TSE pode cassar, novamente, o registro de candidatura de Dallagnol ou confirmar que ele está apto para a disputa eleitoral.

Quando o TSE deve julgar a situação de Deltan?

O processo que trata do registro de candidatura de Dallagnol ainda não tem data definida para entrar na pauta de julgamentos do TSE.

O julgamento pode ficar para depois da votação?

Sim. Caso ele seja eleito, os votos dados a ele podem ser anulados, se o registro for cassado pelo TSE, o que levaria o estado a uma eleição suplementar para definir um novo senador.

O que mostram as pesquisas sobre a disputa ao Senado no Paraná

Além de Dallagnol e Filipe Barros, o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi (Republicanos-PR), a jornalista Cristina Graeml (PSD-PR), a candidata Karen Guerreiro (Missão-PR) e a chapa petista Gleisi Hoffmann e Dr. Rosinha, disputam a eleição ao Senado pelo Paraná.

Segundo a última pesquisa Quaest, Curi (14%), Dallagnol (11%), Barros (11%) e Gleisi (10%) estão tecnicamente empatados. Neste ano, cada estado brasileiro e o Distrito Federal irão eleger dois senadores.

Já a pesquisa Neokemp mostra Dallagnol na liderança no cenário estimulado que soma o primeiro e o segundo votos e, por isso, atinge 200%. O candidato do Novo tem 50,8% da preferência dos entrevistados, seguido por Barros (35,4%), Gleisi (30,9%), Curi (27,5%), Graeml (20,9%) e Dr. Rosinha (20%).

Metodologia das pesquisas citadas:

  • 804 entrevistados pela Quaest de 20 a 23 de setembro de 2026. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 3 pontos percentuais. O levantamento foi encomendado pela TV Paranaense e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o nº PR-02802/2026.
  • 1.008 entrevistados pela Neokemp nos dias 22 e 23 de setembro de 2026. A pesquisa foi contratada pelo Jornal O Correio do Povo. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2,2 pontos percentuais. Registro no TSE nº PR-07451/2026.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.