
Ouça este conteúdo
O deputado federal Ricardo Barros (PP-PR) afirmou que o senador Sergio Moro (União-PR) deixará a federação União Progressista para se filiar ao Partido Liberal na próxima terça-feira (24). A manifestação do cacique paranaense ocorre no dia seguinte do encontro entre Moro e o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na sede do PL, onde foi selado um acordo de apoio mútuo com possibilidade da filiação do pré-candidato ao governo do Paraná.
Segundo Barros, a saída de Moro libera a federação para definir os próximos passos nas eleições deste ano no Paraná. “Existe a probabilidade de que a federação permaneça sem candidatos até que possamos decidir o destino da nossa coligação nas convenções que acontecerão a partir de julho deste ano”, afirmou o parlamentar, que é pai da deputada estadual Maria Victoria (PP-PR), presidente paranaense do Progressistas.
Durante as tratativas com o União Brasil no Paraná, Barros teve o apoio do presidente nacional da sigla, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), e afirmou que Moro não teria o aval da legenda para concretizar a candidatura pela federação. Segundo a legislação eleitoral, as federações possuem um caráter vertical, ou seja, as siglas precisam manter unidade nos estados, assim como no plano nacional, diferente das coligações partidárias.
A maior federação do país ainda depende da homologação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para ser oficializada na disputa nas urnas em outubro. No entanto, o impasse provocou a saída de Moro, que necessitava de uma sigla para abrigar a pré-candidatura ao governo do Paraná. Em contrapartida, o presidenciável Flávio Bolsonaro assegura um palanque de peso no estado, que é o quinto maior colégio eleitoral do país, após romper com o grupo político do governador Ratinho Junior (PSD).
Barros não descarta a possibilidade de novas filiações para a construção da chapa paranaense, mas perdeu o ex-prefeito de Curitiba e secretário de Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca, que se filiou nesta quinta-feira (19) ao MDB para disputar o governo. Ele foi convidado pela federação, mas optou pelo MDB ao deixar o PSD paranaense. A opção do PP para entrar na briga pelo Executivo estadual pode ser a ex-governadora Cida Borghetti, esposa de Barros.











