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O vice-governador eleito do Paraná, Edson Vasconcelos (PL), comparou a mudança que considera necessária na economia brasileira a um “cavalo de pau num transatlântico”. Para ele, o país precisa rever o modelo que sustentou o crescimento nos últimos anos e recolocar a produtividade no centro da economia.
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Em entrevista ao programa Sem Rodeios, da Gazeta do Povo, nesta quarta-feira (7), Vasconcelos criticou o aumento do endividamento público e do consumo como motores do crescimento e afirmou que o Brasil precisa mudar de direção para voltar a ampliar sua capacidade de gerar riqueza.
“O Brasil há 15 anos vem com o PIB estagnado na ordem de 2.2”, afirmou. Na sequência, comparou o desempenho brasileiro com o de Estados Unidos e China e apontou a produtividade como um dos pontos centrais para a mudança que considera necessária.
“O mundo vem há um bom tempo correndo atrás de produtividade e esse governo criminaliza a palavra produtividade”, disse.
Vice de Moro defende produtividade com tecnologia para reduzir custos
Empresário e engenheiro civil, o vice-governador eleito assumiu a presidência da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) em outubro de 2023. Na visão dele, aumentar a produtividade não significa simplesmente trabalhar mais, mas produzir mais a partir de tecnologia e eficiência.
“A produtividade é a capacidade que você tem de gerar mais riqueza num posto de trabalho. Então quando você gera mais riqueza, você produz não quer dizer que você vai trabalhar mais”, afirmou.
Ele citou como exemplo a modernização de máquinas capazes de ampliar a produção e, segundo sua avaliação, reduzir custos ao consumidor.
“Às vezes você tem uma atualização tecnológica e uma máquina que produz quatro vezes mais, você gera produção em escala e leva deflação à gôndola”, disse.
Empresariado espera novos rumos com as eleições para investir
O cenário econômico, segundo Vasconcelos, interfere na disposição das empresas de permanecerem no país. Ele afirmou que o setor produtivo acompanha o resultado eleitoral e as perspectivas para a economia antes de definir investimentos.
“Todo mundo sabe que o empresariado brasileiro está escutando, está esperando se fica ou não no Brasil”, disse.
Vasconcelos defendeu uma mudança de orientação econômica e afirmou que o país precisa adotar uma postura mais objetiva diante da competição internacional.
“Então a gente precisa de fato ter uma visão muito mais objetiva, muito mais clara, muito mais pragmática sobre os caminhos da economia do país”, afirmou.
Vasconcelos contrasta planejamento do crime organizado ao do Estado
Outro ponto destacado por Vasconcelos foi o avanço do crime organizado e seus efeitos sobre a atividade econômica. Ele afirmou que o problema alcança setores produtivos e citou a presença do PCC como uma ameaça ao ambiente de negócios.
“O PCC, o crime organizado, ocupou células do setor produtivo”, afirmou.
Para ele, o crime organizado teria uma característica que falta ao poder público: planejamento de longo prazo.
“Então hoje a gente sempre brinca que o país não tem planejamento a longo prazo, diferente do crime organizado”, disse.
Vasconcelos relacionou o combate à criminalidade à capacidade de um estado atrair investimentos. Segundo ele, empresas avaliam não apenas infraestrutura e energia, mas também as condições de segurança, antes de instalar uma operação.
Ele citou ainda uma conversa com empresários japoneses para reforçar a importância que atribui ao tema. “Eu questionei, eu falei, qual que é a maior demanda de vocês? Todos falaram: segurança”, relatou.
Segurança será prioridade do Paraná na gestão Moro
Na avaliação do vice-governador eleito, o Paraná terá a oportunidade de apresentar uma resposta própria para o problema da segurança, durante a gestão de Sérgio Moro, que tratará o assunto como prioridade.
“E acredito que o Paraná vai dar um exemplo muito bom sobre como tratar esse tema”, afirmou.
Ele atribuiu parte da força da campanha no Paraná à trajetória de Moro e à associação de sua imagem com a Lava Jato.
“Eu acredito principalmente na marca de toda a construção da história da Lava Jato. Na postura da figura que ele é. Uma figura de nome não só nacional, mas internacional”, afirmou.




