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Eleições no Paraná

Novo comunica “desembarque” do grupo de Ratinho Jr. e estreita aliança com Flávio e Moro

Líderes do Novo no Paraná comunicaram saída de grupo político de Ratinho Junior para reforçar coligação com PL.
Líderes do Novo no Paraná comunicaram saída de grupo político de Ratinho Jr. para reforçar coligação com PL. (Foto: Rafael Fantin/Gazeta do Povo)

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O governador Ratinho Junior (PSD-PR) foi comunicado pelo Novo que o partido deixará o grupo político no Paraná. A sigla deve aceitar o convite do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do senador Sergio Moro (que deve filiar-se ao PL na próxima semana) para formar uma coligação de direita encabeçada pelo ex-juiz da Lava Jato como pré-candidato ao governo do estado.

A reunião entre a liderança do Novo paranaense e o governador Ratinho Junior foi realizada nesta quinta-feira (19) em Curitiba. Entre os participantes estava o ex-procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol (Novo-PR), que deve ser lançado como pré-candidato ao Senado na chapa junto com o deputado federal Filipe Barros (PL-PR). Em outubro, cada estado vai eleger dois senadores.

Segundo a apuração da Gazeta do Povo, a alta cúpula do Novo disse ao governador paranaense que, diante do cenário político após a aliança selada entre Flávio e Moro, o partido não teria margem para articulação a não ser apoiar as pré-candidaturas do ex-juiz paranaense e do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A avaliação dos líderes da sigla é que o Novo precisa manter a coerência e aderir à coligação alinhada à direita conservadora no Paraná, com figuras que representam tanto a herança política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) quanto o legado lava-jatista de combate à corrupção no país.

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Além disso, a percepção da alta cúpula do Novo é que a continuidade no grupo político de Ratinho Junior - pré-candidato à Presidência da República pelo partido comandado por Gilberto Kassab - poderia ser interpretada pelos eleitores como apoio à centro-direita, sendo que a eleição estadual terá uma candidatura de direita com apoio da família Bolsonaro.

O PSD pretendia ter Dallagnol como candidato ao Senado para apoiar a chapa de continuidade no Palácio Iguaçu, sede do Executivo paranaense. O nome do escolhido para tentar a sucessão estadual ainda não foi anunciado pelo governador.

Ainda de acordo com a apuração da reportagem da Gazeta do Povo, o clima da reunião foi amistoso e o Novo deve manter uma relação política com o grupo de Ratinho Junior, principalmente na prefeitura de Curitiba, comandada por Eduardo Pimentel (PSD-PR). Este venceu as eleições de 2024 em uma aliança com o PL, que indicou o vice-prefeito da capital, Paulo Martins.

No ano passado, Martinsmigrou para o Novo e chegou a lançar a pré-candidatura ao governo estadual pela sigla, o que não deve se concretizar com a filiação de Moro ao PL e a candidatura do ex-juiz.

Nesta quinta-feira, o cacique do PP paranaense Ricardo Barros anunciou a saída de Moro da federação União Progressista e disse que o ex-juiz deve assinar a filiação ao PL na próxima terça-feira (24). Existe a expectativa de que representantes do Novo acompanhem a solenidade em Brasília, estreitando a relação com Moro e com Flávio Bolsonaro.  

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