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Prestes a deixar o governo do Paraná para seguir o desejo de ser candidato a presidente do Brasil, Ratinho Junior (PSD) corre contra o tempo para definir quem será o seu sucessor na disputa pelo comando estadual nas eleições de 2026. Nos últimos dias, até mesmo o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD), passou a ser cogitado como cabeça de chapa do partido para o pleito de outubro.
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Segundo apurou a reportagem da Gazeta do Povo com pessoas a par do assunto no Palácio Iguaçu — sede do Executivo paranaense —, Pimentel passou ser uma alternativa diante da debandada de quadros do PSD, iniciada pelo ex-prefeito de Curitiba e secretário estadual de Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca, que se filiou ao MDB nesta quinta-feira (19).
Outro que deve deixar o PSD é o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Alexandre Curi, que está próximo do Republicanos. Ambos desejam concorrer ao governo do estado.
Greca e Curi estavam entre os cotados para suceder Ratinho Junior. Entretanto, o preferido do governador é o amigo pessoal Guto Silva (PSD), atual secretário estadual das Cidades, e que não ganhou tração das pesquisas eleitorais. A mais atual, divulgada nesta quinta-feira, mostra que entre Greca, Curi e Silva, este último é o menos competitivo na corrida ao Palácio Iguaçu.
Segundo o levantamento da IRG Pesquisas, Greca alcança 19,7% das intenções de voto, enquanto Curi vai a 15,2% e Silva chega a 14% — eles foram testados em cenários diferentes. O senador Sergio Moro, que deve deixar o União Brasil e se filiar ao PL na próxima semana, lidera a pesquisa. Requião Filho (PDT) fica em segundo nos cenários com Curi e Silva, enquanto Greca aparece à frente do filho de Roberto Requião (PDT).
Nome de Eduardo Pimentel está sendo testado às pressas
Sem Greca, possivelmente sem Curi, e diante da falta de tração de Silva nas sondagens eleitorais, Ratinho Junior cogita tirar Eduardo Pimentel da prefeitura de Curitiba para concorrer ao governo do Paraná. Isso se as pesquisas internas — que já estão em andamento — apontarem que ele tem maior potencial que o colega de partido.
A decisão precisa ser rápida, afinal o prazo para desincompatibilização do cargo é 4 de abril. Ou seja, se houver a possibilidade de Pimentel concorrer ao governo do estado, ele precisará deixar a prefeitura até essa data — o vice-prefeito Paulo Martins (Novo) assumiria o cargo, apesar de também ser cogitado para concorrer na eleição de outubro.
Eduardo Pimentel foi vice-prefeito de Rafael Greca por dois mandatos e foi eleito prefeito nas eleições de 2024. Na ocasião, ele venceu Cristina Graeml (na época no PMB, hoje no União Brasil) no segundo turno com 57,64% dos votos válidos. A campanha foi mais difícil do que o PSD esperava, especialmente pelo desempenho de Graeml, que cresceu respaldada pelos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A alternativa Pimentel ganhou força com o movimento de aproximação entre Sergio Moro e Flávio Bolsonaro, que buscava um palanque no Paraná após o rompimento de um acordo que o PL tinha com o PSD no âmbito local — a pretensão de Ratinho Junior à Presidência da República inviabilizou a continuidade do acordo.
Moro será confirmado na próxima terça-feira (24) como novo quadro do PL, viabilizando uma candidatura ao governo do Paraná, que estava ameaçada diante da recusa do Progressistas (PP), em dezembro do ano passado, de apoiá-lo dentro da federação com o União Brasil.
- Metodologia da pesquisa citada: A pesquisa ouviu 1.000 pessoas entre os dias 13 e 18 de março. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi contratada pelo próprio instituto. O nível de confiança é de 95%. Registro no TSE nº PR-02737/2026.












