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O Missão, partido oficializado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em novembro do ano passado, confirmou a pré-candidatura a governador em sete estados para as eleições de 2026. Esse número, entretanto, deve crescer nas próximas semanas, incluindo um candidato em São Paulo, o maior colégio eleitoral do Brasil.
A nova legenda pretende lançar o deputado federal Kim Kataguiri a candidato ao governo paulista — ele trocou o União Brasil pelo Missão no mês passado. O parlamentar adiantou que tomará a decisão somente em junho, pois a reeleição à Câmara dos Deputados também está no radar.
“Queremos bastante ter um pré-candidato para o governo de São Paulo”, confirmou o dirigente nacional do Missão, Renato Battista. Se não for Kataguiri, o partido afirmou que colocará outro nome. Ficar de fora da disputa em São Paulo está fora de cogitação, segundo Battista.
Enquanto isso, a sigla vai apresentando pré-candidatos em outros estados. Sete estão confirmados — seriam oito, mas Evandro Augusto deixou a disputa no Rio Grande do Sul para tentar uma vaga de deputado federal. Até o momento, a lista contempla:
- André Luís - Maranhão
- Ben Mendes - Minas Gerais
- Bombeiro Rafa Luz - Rio de Janeiro
- Luiz França - Paraná
- Marcelo Brigadeiro - Santa Catarina
- Rafael Milas - Mato Grosso
- Renan Hallais - Pernambuco
Pré-candidatos do Missão buscam o eleitor mais jovem e de direita
Todos os pré-candidatos a governador, assim como o próprio Missão, foram forjados no Movimento Brasil Livre (MBL), que tem Kataguiri e o pré-candidato a presidente da República, Renan Santos, no grupo dos fundadores. O partido se coloca como liberal e tenta buscar eleitores da direita conservadora simpática à família Bolsonaro.
O principal foco do partido, hoje, é o público mais jovem, inclusive aquele que vai votar pela primeira vez. E isso reflete no próprio quadro do Missão e nos escolhidos para concorrerem nas eleições.
“Grande parte dos nossos pré-candidatos são relativamente jovens. É uma faixa de consolidação nossa, a da geração Z”, acrescenta Battista. A geração Z compreende nascidos entre 1997 e 2012.
Apesar da novidade, os pré-candidatos do Missão estão pontuando nas pesquisas eleitorais. Em Minas Gerais, por exemplo, Ben Mendes somou entre 1,8% e 5,7% nos cinco cenários de primeiro turno da Futura Inteligência de 2 de abril. Ele chega a empatar tecnicamente com o vice-governador Mateus Simões (PSD) e Gabriel Azevedo (MDB), que foi vereador de Belo Horizonte por dois mandatos.
No Paraná, pela AtlasIntel de 2 de abril, Luiz França varia entre 2,7% e 3,3% nos três cenários da pesquisa, empatando tecnicamente com Guto Silva (PSD) — homem de confiança do governador Ratinho Junior (PSD) — e o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca (MDB).
Metodologia das pesquisas citadas
- Futura Inteligência Minas Gerais: A pesquisa ouviu 1.200 pessoas entre os dias 24 e 28 de março. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi contratada pelo próprio instituto. Registro no TSE nº MG-07865/2026.
- AtlasIntel Paraná: 1.254 entrevistados pela AtlasIntel entre os dias 25 a 30 de março de 2026. A pesquisa foi contratada pelo próprio instituto. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 3 pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº PR-00105/2026.












