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Faltam pouco mais de seis meses para as eleições de 2026 e as pesquisas eleitorais para presidente da República começaram a mostrar que os movimentos captados a partir dos últimos meses do ano passado estão arrefecendo. Isso significa que devem abrir um período de acomodação, sem mudanças significativas até a proximidade do pleito em outubro.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já estava consolidado nas coletas dos institutos de pesquisa. A entrada de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida, no fim do ano passado, alterou o quadro, derrubando o petista nas intenções de voto. Isso ao mesmo tempo em que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) conseguiu rapidamente abocanhar votos dos demais potenciais candidatos e dos indecisos — e até mesmo de Lula.
A evolução da disputa cabeça a cabeça entre os dois deixa esse desenho mais claro. O instituto Paraná Pesquisas, por exemplo, simula um embate de segundo turno entre os dois desde outubro de 2025.
Naquele mês, Lula tinha 46,7% e Flávio chegava a 37%. Em março deste ano, as linhas se cruzaram, com Flávio indo a 45,2% e Lula chegando a 44,1%. Nesse cenário, os dois estão tecnicamente empatados. Veja o gráfico abaixo.

A Quaest colocou os dois frente a frente pela primeira vez em agosto do ano passado, quando Lula liderava com 48% e Flávio chegava a 32%. A curva se conectou em março, com ambos chegando a 41% das intenções de voto. Confira no gráfico abaixo.

O desenho agora mostra que os dois estão mais próximos, com ambas as curvas tendendo para uma estabilidade. Isso porque o grau de rejeição de Lula e Flávio impede que um deles escape rapidamente a partir de agora.
Pela Quaest, 56% dos eleitores entrevistados disseram que conhecem e não votariam em Lula, conforme a percepção coletada no mês de março. No caso de Flávio, eram 55%. Na sondagem do Paraná Pesquisas deste mês, 47% declararam que não votariam em Lula, enquanto 44,1% disseram o mesmo em relação a Flávio Bolsonaro.
Alguma mudança é esperada nos cenários de primeiro turno devido à calcificação das demais campanhas. No campo da direita, por exemplo, Ronaldo Caiado (PSD) foi confirmado como pré-candidato, juntando-se a Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (DC). Há a possibilidade de alguma transferência de votos de Flávio para um deles, mas não suficiente, hoje, para tirá-lo do segundo turno.
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Pesquisas eleitorais para presidente previstas para abril
Os institutos de pesquisa devem manter em abril o ritmo mensal de divulgação de pesquisas eleitorais para presidente. A primeira deve ser da Real Time Big Data, depois do feriado de Páscoa.
Abaixo, a lista das pesquisas eleitorais para presidente da República previstas para serem divulgadas ao longo do mês. A lista é atualizada a cada nova sondagem registrada no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com os respectivos resultados.
- Sem data - AtlasIntel
- Sem data - Real Time Big Data
- Sem data - Datafolha
- Sem data - Meio/Ideia
- Sem data - Quaest
- Sem data - Futura Inteligência
- Sem data - Gerp
- Sem data - Nexus/BTG Pactual
Metodologia das pesquisas citadas
- Paraná Pesquisas 30/3/2026: 2.080 entrevistados pelo Paraná Pesquisas entre os dias 25 e 28 de março de 2026. A pesquisa foi contratada pelo próprio instituto. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2,2 pontos percentuais. Registro no TSE nº BR-00873/2026.
- Paraná Pesquisas 27/10/2025: A Paraná Pesquisas ouviu presencialmente 2.020 pessoas em 162 municípios de 26 estados, entre os dias 21 e 24 de outubro de 2025. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança da margem de erro é de 95%.
- Quaest 11/3/2026: A pesquisa Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 6 e 9 de março. A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial S.A. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Registro no TSE nº BR-05809/2026.
- Quaest 21/8/2026: A pesquisa Genial/Quaest fez entrevistas presenciais entre os dias 13 e 17 de agosto, aplicando questionários estruturados com 12.150 eleitores distribuídos em oito estados, que representam 66% do eleitorado nacional: São Paulo (1.644 entrevistas), Minas Gerais (1.482), Rio de Janeiro (1.404), Bahia (1.200), Goiás (1.104), Paraná (1.104), Rio Grande do Sul (1.104) e Pernambuco (1.104). A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiabilidade de 95%.
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