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A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) mostra uma tendência de queda nas intenções de voto para Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições para presidente da República neste ano, uma consequência da perda do apoio entre independentes e até mesmo na direita.
No cenário estimulado de primeiro turno, Lula (PT) abre 12 pontos percentuais de vantagem para o senador — a diferença era de 5 pontos percentuais em abril, conforme o mesmo instituto. Na simulação de segundo turno, a diferença chega a cair, mas o petista consegue manter uma vantagem de 8 pontos percentuais. No mês de abril, Flávio estava numericamente à frente de Lula.
Pelo levantamento da Genial/Quaest, esse movimento é explicado, em partes, pela intenção de voto declarada de dois públicos específicos: os “independentes” e os que se consideram “direita não bolsonarista”. Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio, o senador perdeu 5 pontos percentuais de março a julho. Por outro lado, o petista avançou 13 pontos percentuais, como mostra o gráfico abaixo:

Entre os que se consideram direita não bolsonarista, Flávio caiu de 84% para 74% das intenções de voto de segundo turno no mesmo período. Nesse recorte, Lula avançou pouco, aumentando o bloco de eleitores que dizem que não vão votar:

O período de recuo coincide com dois episódios ligados diretamente a Flávio. O primeiro, em maio, mostrou uma relação entre ele e Daniel Vorcaro. Na ocasião, veio à tona que o senador pediu dinheiro para o banqueiro para financiar o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro.
No fim de junho, tornou-se público o conflito entre Flávio e Michelle Bolsonaro. Ela publicou um vídeo dizendo que foi humilhada e apunhalada pelo enteado.
Eleitor está menos decidido a votar em Flávio Bolsonaro
O levantamento da Genial/Quaest também mostra que 65% dos entrevistados dizem que a escolha de voto de primeiro turno é definitiva, enquanto 35% admitem que pode mudar. Entre os eleitores de Lula, 77% afirmaram que a escolha é definitiva, um percentual que vem aumentando desde abril, quando esse índice era de 65%.
Por outro lado, os que declararam voto em Flávio Bolsonaro estão menos decididos, voltando aos níveis de abril. Naquele mês, 60% disseram que a escolha no senador era definitiva.
A porcentagem chegou a 70% em junho e recuou para 62% em julho. Consequentemente, a porcentagem de quem admite que pode mudar de voto aumentou de 30% para 37% de junho para julho.
Outro dado que aponta para um recuo nas intenções de voto em Flávio é a rejeição. Enquanto 50% disseram que conhecem e não votariam em Lula, 57% falaram o mesmo sobre o senador. A rejeição do pré-candidato do PL era de 52% em abril. Já a rejeição de Lula caiu 5 pontos percentuais no período.
Metodologias das pesquisas citadas
- Quaest 15/7/2026: A pesquisa Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 10 e 13 de julho. O levantamento foi contratado pelo Banco Genial S.A. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Registro no TSE nº BR-07181/2026.
- Quaest 10/6/2026: A pesquisa Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 5 e 8 de junho. A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial S.A. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Registro no TSE nº BR-07661/2026.
- Quaest 13/5/2026: A pesquisa Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 8 e 11 de maio. A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial S.A. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Registro no TSE nº BR-03598/2026.
- Quaest 15/4/2026: A pesquisa Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 9 e 13 de abril. A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial S.A. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Registro no TSE nº BR-09285/2026.
- Quaest 11/3/2026: A pesquisa Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 6 e 9 de março. A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial S.A. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Registro no TSE nº BR-05809/2026.








