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PL e Novo, os dois partidos que atuam com mais ênfase pelo impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), terão 31 das 81 cadeiras no Senado em 2027. Com isso, terão mais de um terço do Senado. A proporção é suficiente para requerer a instalação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) ou apresentar Propostas de Emenda à Constituição (PECs), mas depende de outros 23 votos para o impeachment.
O PL foi o partido que mais elegeu senadores, com 19 das 54 vagas em disputa. A bancada passará dos 15 integrantes do início de 2026 para 28 em 2027, um ganho de 13 cadeiras, a maior da Casa. Já o Novo, que contava apenas com Eduardo Girão (CE), agora poderá ter três senadores: Marcel Van Hattem (RS), Lahesio Bonfim (MA) e Deltan Dallagnol (PR). Dallagnol, porém, ainda enfrentará um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pode se tornar inelegível. Com isso, teria de haver uma nova eleição.
O PP terá seis senadores. Somado às duas legendas de direita, o total é de 37 senadores, o que ainda não é o suficiente para aprovar uma PEC (49 votos) ou cassar o mandato de um ministro do Supremo (54).
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Uma quarta sigla confere ao bloco a maioria absoluta. O Republicanos conquistou duas cadeiras e terá cinco na projeção atual. Com isso, PL, Novo, PP e Republicanos têm, juntos 42 senadores, o suficiente para antecipar a saída do Procurador-Geral da República (PGR), desde que haja a iniciativa do presidente da República. Mesmo assim, ainda faltam 12 votos para o impeachment no Supremo.
Alan Rick (Republicanos-AC) disputa o segundo turno para governador. A projeção do Republicanos ainda o contabiliza como senador. Se ele vencer, deixa o Senado. Seu primeiro suplente, Gemil Júnior, está atualmente filiado ao PSD. Neste cenário, o bloco cairia de 42 para 41, ainda a maioria absoluta.
Do outro lado do espectro, PT e PSB, partidos do presidente Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin, somarão 13 senadores. Há mais uma conquistada pela esquerda: Luizianne Lins (Rede-CE). Com isso, os partidos de esquerda terão pouco mais de um sexto da Casa.
Potência em número de prefeituras, o PSD sofreu a perda de oito cadeiras. Uma delas foi a do senador Carlos Viana (MG), com a eleição de Domingos Sávio (PL) e Marília Campos (PT). Mesmo assim, a legenda terá quatro governadores, atrás apenas do PL, que conquistou cinco estados, incluindo os três da região Sul. Os dois partidos disputarão, no segundo turno, os governos do Amazonas e do Rio de Janeiro.




