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Fundador do MBL

Pré-candidato à Presidência quer transformar Rio de Janeiro em cidade-estado

Rio de Janeiro - segurança pública
Forças Armadas devem ser usadas para "reconquista do Rio", diz pré-candidato. (Foto: EFE/André Coelho)

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O pré-candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) lançou uma proposta que rompe com a lógica federativa, ao transformar a cidade do Rio de Janeiro em uma unidade autônoma, desvinculada do restante do estado. A ideia, apresentada em vídeo nas redes sociais, resgata o antigo estado da Guanabara e aposta em um modelo de cidade-estado como resposta ao que ele classifica como colapso estrutural fluminense, motivado principalmente pelo domínio territorial do crime organizado.

A argumentação parte de um resgate histórico. Segundo ele, o protagonismo do Rio — que foi capital federal por mais de dois séculos — contrasta com o cenário atual. “Com a saída da capital para Brasília, o Rio entrou num longo e lento processo de decadência. E essa decadência se acelerou”, afirma o pré-candidato do Missão e fundador do MBL.

Para Santos, esse declínio se manifesta em múltiplas frentes: avanço da favelização, perda de dinamismo econômico e êxodo de talentos para centros como São Paulo e o exterior, além da forte presença do crime organizado em áreas comandadas por facções, entre elas o Comando Vermelho (CV). “Como presidente da República, eu vou colocar as Forças Armadas como instrumentos auxiliares para a reconquista da cidade do Rio de Janeiro.”

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O antigo estado da Guanabara foi criado em 1960, após a transferência da capital para Brasília e transformou a cidade do Rio de Janeiro em um estado autônomo. Batizada em referência à baía de Guanabara, a unidade existiu por 15 anos, período marcado por forte centralidade política, grandes intervenções urbanas e debates sobre remoções e modernização.

Em 1975, durante a reorganização administrativa promovida pelo regime militar, a Guanabara foi incorporada ao antigo estado do Rio de Janeiro, então sediado em Niterói, dando origem ao modelo federativo fluminense que permanece até hoje.

Segundo Santos, o cerne da proposta é a recriação do estado com autonomia ampliada. “Ele vai voltar a ser o famoso estado da Guanabara. O estado da Guanabara, que teria autonomia e capacidade de defesa para controlar suas próprias forças de segurança, destruir o crime organizado e reorganizar as forças produtivas”, declara.

A promessa inclui controle direto sobre orçamento e políticas públicas, eliminando, segundo ele, interferências externas. “Administrando seu próprio orçamento, que hoje, infelizmente, é controlado por políticos corruptos do entorno do Rio de Janeiro, o município, agora estado, vai poder tocar uma política pública de desfavelização de maneira muito clara”, conjectura.

No campo econômico, o pré-candidato do partido Missão projeta uma reconfiguração profunda do papel da cidade no país. “O Rio teria que se tornar um hub de empresas de tecnologia, de mercado financeiro e também ele próprio um espaço de turismo para o mundo todo”, completa.

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