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Aliança

Presidente do PT já admite MDB e PSD fora de coligação de Lula

Edinho Silva: sem MDB e PSD, presidente do PT dedica-se a consolidar acordos com aliados tradicionais, como o PDT
Edinho Silva: sem MDB e PSD, presidente do PT dedica-se a consolidar acordos com aliados tradicionais, como o PDT (Foto: Reprodução/Canal Gov)

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Em meio às articulações para a próxima campanha eleitoral, o núcleo duro do PT deu o primeiro sinal público de que a atual coalizão de governo deve sofrer baixas significativas. O presidente nacional da legenda, Edinho Silva, admitiu neste sábado (28) que MDB e PSD, peças-chave na sustentação legislativa e no equilíbrio regional da administração de Luiz Inácio Lula da Silva, deverão estar fora da aliança oficial para a reeleição em 2026.

"Penso que as alianças com o PSD e MDB serão construídas nos estados. Não creio em aliança nacional com esses partidos, temos que respeitar as contradições", disse Edinho à Folha de S.Paulo.

Historicamente, o MDB atuou como o "fiel da balança" na política brasileira, garantindo capilaridade nos estados e uma base sólida no Congresso Nacional. No atual governo, a legendou ocupa ministérios estratégicos, como o do Planejamento e Orçamento, com Simone Tebet, e o das Cidades, com Jader Filho.

Na semana passada, no entanto, Tebet migrou para o PSB, partido pelo qual pretende ser candidata ao Senado em São Paulo, com aval de Lula.

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Já o PSD manteve no governo Lula o comando das pastas da Agricultura e Pecuária, com Carlos Fávaro, de Minas e Energia, com Alexandre Silveira, e da Pesca e Aquicultura, com André de Paula. A legenda de Gilberto Kassab, no entanto, pretende lançar candidatura própria à presidência.

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Na semana que vem, se encerra o prazo legal para que ministros deixem seus cargos para concorrerem em outubro. Segundo a Folha, Lula espera que esses ministros defendam as ações do governo durante a campanha. "É fundamental que as nossas principais lideranças façam as principais disputas nos seus estados. Ninguém pode se omitir", disse Edinho.

Com um afastamento das siglas de centro, o presidente do PT diz se dedicar à consolidação de alianças com tradicionais parceiros, como o PDT, embora mesmo esses acordos esbarrem em desafios.

No Rio Grande do Sul, por exemplo, uma ala do próprio PT resiste ao acordo nacional com o PDT, que terá como candidata ao governo estadual a ex-deputada Juliana Brizola. Uma ala petista, contudo, defende candidatura própria.

"O PT gaúcho tem tradição de projeto coletivo, sempre foi exemplo para o Brasil. Ainda acredito que vão dimensionar o momento histórico que vivemos e que a tática eleitoral do presidente Lula tem que prevalecer. As decisões do estado não podem colocar em risco a reeleição do projeto nacional. Não dá para errarmos nessa dimensão, a história irá cobrar. E o preço pode ser politicamente caríssimo", afirmou ao jornal paulista.

"Temos uma avaliação política que não há como derrotar o fascismo no Brasil sem a construção de um campo democrático forte. Nesse sentido, a tática para essa vitória é a reeleição do presidente Lula. Não podemos ter essa leitura e decidir em contradição a isso. Não faz sentido", acrescentou.

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