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Campanha de Lula

PT apela para conciliação de militantes com quem não votou no primeiro turno

Lula
Partido pede que seus militantes "não briguem" e "não falem mal" dos mais de 30 milhões de brasileiros que não votaram. (Foto: André Borges/EFE)

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O Partido dos Trabalhadores adotou um discurso de conciliação de seus militantes com os brasileiros que se abstiveram de votar no primeiro turno para tentar conquistar votos para o segundo turno, no dia 25. O partido passou a apelar para que seus apoiadores “não briguem” e “não falem mal” com os mais de 30 milhões de eleitores que deixaram de comparecer às urnas no último domingo (4).

O apelo ocorre em meio à crise interna gerada após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficar em segundo lugar na disputa à presidência da República atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com uma diferença de apenas dois milhões de votos.

“Não briguem com o eleitor. Não falem mal porque o eleitor não votou na gente. Temos que ter humildade. São 30 milhões de pessoas que não foram votar”, diz o apelo do PT aos seus militantes.

O partido apela ainda para o convencimento destes eleitores que deixaram de votar e reconhece que tem responsabilidade por não ter conseguido conquistar estes votos.

“A responsabilidade do desinteresse deles é nossa. Não temos que procurar defeito entre nós agora, temos 20 dias pra que cada um avalie o que pode fazer”, afirma a legenda.

O PT afirma, ainda, que “não surgiu terceira via” para as eleições, enquanto vê os demais concorrentes da oposição já declarando apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno. Até o momento, Romeu Zema (Novo-MG) confirmou que será contra Lula, enquanto que o senador se reunirá com Ronaldo Caiado (PSD-GO) na tarde desta terça-feira (6).

Lula “antissistema”

Ainda no apelo aos seus militantes, o PT apresenta Lula como o único candidato “antissistema”, afirmando que Flávio “é o cara do sistema”, ou seja, ligado ao método tradicional de fazer política e do mercado financeiro.

“Flávio Bolsonaro é a cara do sistema. A única candidatura antissistema é a nossa. Temos que mostrar isso pras pessoas”, pontuou o partido.

Na mesma postagem, o PT afirma que está “carregando nas costas” o que chama de “promiscuidade que se revelou no STF”, em relação ao envolvimento de ministros da Corte com o escândalo do Banco Master. O partido pede uma discussão com a sociedade sobre os critérios para se indicar magistrados, como uma forma de reforma que Lula já vem sinalizando a intenção de fazer em um eventual quarto mandato.

Apesar de pregar uma mudança nos critérios, Lula já indicou apenas neste terceiro mandato duas pessoas muito próximas e contra apelos de entidades de classe e da sociedade civil: seu ex-advogado Cristiano Zanin, que o defendeu durante a Lava Jato, e seu ex-ministro Flávio Dino. Ele ainda tentou indicar seu advogado-geral da União, Jorge Messias, mas teve o nome rejeitado pelo Senado, em uma derrota histórica.

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