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O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que o PT pode ceder espaço nas chapas ao Senado em prol do apoio ao presidente Lula (PT) e a governadores petistas que buscam a reeleição, caso do Ceará, governado por Elmano de Freitas.
"Nossos aliados colocam sempre para nós: 'Olha, nós já vamos votar em um candidato a presidente do PT, nós já vamos a votar em um candidato a governador do PT, nós queremos ter espaço na chapa de Senadores da República'. É uma discussão que nós estamos fazendo com os nossos partidos aliados, tem vários nomes bons, contanto que sejam senadores que vão dar sustentação a um futuro governo do presidente Lula, a um quarto mandato", revelou Camilo, em entrevista à CNN Brasil nesta terça-feira (3).
No Ceará, a disputa pelas duas cadeiras inclui pré-candidatos como o ex-prefeito de Fortaleza , Roberto Cláudio (União), o deputado federal Júnior Mano (PSB), o deputado estadual Alcides Fernandes (PL) e o presidente estadual do Republicanos, Chiquinho Feitosa.
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Camilo cravou que já se decidiu em não ser candidato a governador do Ceará. Mesmo assim, o petista diz que irá deixar o cargo para ajudar nas campanhas de Lula e Elmano. A saída está prevista para abril. Apesar de não haver vedação à participação de ministros em campanhas, Camilo usa o termo "desincompatibilizar", que diz respeito à saída de um cargo público para a disputa no pleito.
"Eu não serei candidato a governador, essa é a minha decisão. Trabalharei muito para que o projeto no Ceará não tenha descontinuidade e garantirmos a reeleição do governador Elmano. Essa é a minha decisão", afirmou.
A tática é a mesma do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que deixará o cargo de ministro, mas não será candidato ao governo de São Paulo. No caso de Haddad, porém, Lula tem insistido na candidatura, que enfrentaria o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
No Ceará, é o PT quem busca a reeleição. Diferentemente de São Paulo, porém, as pesquisas não indicam vantagem do governador que busca um novo mandato. O pré-candidato mais competitivo contra Elmano é o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB). Camilo evitou citar nominalmente Ciro, mas disse que políticos de oposição no Ceará "fazem fake news, nos agridem todos os dias."




