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Eleições 2026

PT diz ver risco de interferência de big techs dos EUA nas eleições brasileiras

Edinho Silva
Presidente do partido, Edinho Silva, afirma ver indícios de que plataformas tentarão influenciar nas eleições de outubro. (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

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O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou ver “indícios” de que os Estados Unidos podem interferir nas eleições brasileiras deste ano através de grandes empresas de tecnologia, as chamadas “big techs”, como supostamente já vem ocorrendo em outros países do continente.

Edinho coordena a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição em outubro e sustenta que haverá uma tentativa de ingerência externa no pleito.

“Não, espero que não haja, mas os indícios não são bons. Como também há indícios de ingerência, pelo menos de empresas americanas, em eleições de outros países da América Latina”, afirmou em entrevista ao jornal O Globo publicada nesta sexta-feira (12).

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Tanto Lula como seus aliados vêm citando em discursos e falas que acreditam na possibilidade de uma interferência externa nas eleições brasileiras com o objetivo de prejudicá-lo na tentativa ao quarto mandato. Isso ocorreria tanto de forma direta, com alguma ação do governo dos Estados Unidos, ou indireta através de empresas de tecnologia, redes sociais e algoritmos.

As críticas de Lula a essas empresas têm sido frequentes e associadas à suposta prática de disseminação do que ele vê como mentiras pelas plataformas.

“Tem precedente grave. Então o nosso papel é impedir que essa interferência se efetive. Temos que tomar medidas políticas, jurídicas, fazer denúncia. Temos que enfrentar”, completou o presidente do PT.

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A expectativa da legenda é monitorar o ambiente virtual durante o período eleitoral e reagir a qualquer situação que considere uma tentativa de influência externa sobre a escolha dos eleitores brasileiros. Lula tem defendido fortemente a regulamentação das chamadas big techs e que essas empresas acumulam poder excessivo sobre a circulação de informações.

Entre os argumentos apresentados pelo presidente e por integrantes da esquerda está a avaliação de que redes sociais e plataformas digitais podem ser utilizadas para interferir em processos democráticos, favorecer determinados discursos políticos e ampliar a disseminação de informações supostamente enganosas.

Lula também passou a utilizar expressões como “colonialismo digital” e “neocolonialismo digital” para criticar o poder concentrado das gigantes da tecnologia sobre dados, informação e comunicação.

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