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O presidente do PT de São Paulo, o deputado federal Kiko Celeguim, defendeu neste começo de semana que o presidente do PSD, Gilberto Kassab, seja o vice do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na chapa candidata à reeleição neste ano. O movimento tiraria o atual vice, Geraldo Alckmin (PSB), do cargo em um eventual quarto mandato do petista.
A defesa por Kassab como vice de Lula ocorre em meio à definição do PSD para que o governador goiano Ronaldo Caiado seja escolhido como uma espécie de “terceira via” à disputa do petista com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto.
“Para ganhar a eleição, precisamos de Kassab e Geraldo [Alckmin] nas posições corretas. Kassab na vice de Lula e Geraldo em São Paulo”, afirmou Celeguim em entrevista à Folha de S. Paulo publicada nesta segunda-feira (30).
Ou seja, Alckmin seria deslocado para uma candidatura ao Senado por São Paulo na coligação petista, possivelmente junto de Simone Tebet que, recentemente, trocou o MDB pelo PSB – o mesmo partido do atual vice-presidente – para também concorrer à vaga no Congresso.
Kiko Celeguim justificou a defesa de Kassab como vice de Lula com a alegação de que “o PSD é o partido-chave para ganhar a eleição”.
A defesa pelo PSD na chapa de Lula também expôs um racha na frente ampla que elegeu o petista em 2022, já que o presidente nacional do PT, Edinho Silva, reconheceu que o partido e o MDB não devem seguir juntos na aliança nesta eleição.
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A candidatura de Kassab na vice de Lula, no entanto, esbarra na estratégia do próprio PSD de oficializar Caiado como pré-candidato à presidência após uma disputa interna com os governadores Eduardo Leite (RS) e Ratinho Junior (PR). Mais cedo, o gaúcho lamentou a escolha do correligionário goiano para a disputa pelo partido.
“Embora essa decisão desencante a mim, como a tantos outros brasileiros, pela forma como insistem em fazer política no nosso país, eu não vou discutir essa decisão”, disse enquanto que Ratinho Junior preferiu adotar um tom mais neutro: “a legenda apostou num homem aprovado como gestor, com trabalho reconhecido nacionalmente”.
Há, ainda, outra variável negativa para o PT de conseguir a adesão de Kassab à chapa lulista: ele apoia a reeleição do governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) contra o ex-ministro Fernando Haddad (PT) ao Palácio dos Bandeirantes, que fará palanque para Lula em São Paulo.












