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O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), afirmou que vai estar ao lado de quem for para derrotar Lula (PT) nas eleições de 2026, incluindo apoio a Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno. A declaração foi dada durante entrevista ao programa Café com a Gazeta do Povo nesta terça-feira (11).
“Eu vou fazer de tudo para mudar o Brasil. Queremos mudança no Brasil, queremos tirar esse governo e colocar pessoas que pensem como a gente, que defendam valores que eu defendo e que possa modernizar o Brasil. Sou muito claro que temos que ter uma mudança”, disse.
As articulações locais e nacionais colocaram, momentaneamente, Ratinho Junior e Flávio Bolsonaro em lados distintos. Na disputa presidencial, o governador paranaense é fiel ao seu partido e aponta Ronaldo Caiado (PSD) como “um candidato à altura de poder fazer a mudança no Brasil”. Em seu estado, seu grupo político tenta se manter no poder contra uma investida de Sergio Moro (PL), que mudou de partido a convite de Flávio e que dará a este o palanque necessário no Paraná.
O que é um impedimento no primeiro turno, deixará de ser caso a eleição avance para uma segunda etapa. “Se caso o Caiado não tiver a oportunidade de ir para o segundo turno, obviamente que vou apoiar aquele que for contra esse governo atual”, adiantou. “O PT já deu o que tinha que dar. O Lula já teve oportunidade ao longo de três mandatos e mais dois com a Dilma [Rousseff]. E não avançou no que o Brasil precisava ter avançado”, acrescentou.
Ratinho Junior desistiu, em março, de concorrer à Presidência da República, mesmo sendo o favorito no PSD para o cargo. Segundo ele, para poder dedicar mais tempo à família e para conseguir emplacar um sucessor indicado por ele ao governo do estado. O ex-secretário estadual de Infraestrutura, Sandro Alex (PSD), foi o escolhido — o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca (MDB), é o candidato a vice. Com o segundo mandato acabando, o governador diz que não tem planos traçados. Mesmo assim, não descarta fazer parte do próximo governo federal, caso Lula seja derrotado.
“Nunca fui cogitado e não dá para pensar antes de ter as eleições finalizadas. Se em algum momento for o governo que acredito que seja o necessário para mudar o Brasil, quero contribuir. Se eu entender que posso contribuir, vou avaliar tudo isso. Mas não faço política para ficar pensando em cargo. Faço política por gostar de fazer política”, falou.
Ratinho Junior defende reforma do Judiciário e anistia do 8 de janeiro
O governador Ratinho Junior também falou sobre as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo os casos do 8 de janeiro, e sobre a necessidade de uma reforma do Poder Judiciário no Brasil. Para ele, o impeachment de ministros do STF não é a solução para resolver os problemas do Judiciário.
“Quando se personifica, perde força. Acho que a estratégia que deveria ser feita por esse grupo de senadores, que quer colocar um equilíbrio entre os Poderes, é trabalhar uma reforma do Judiciário”, sugeriu. “O problema não está no fulano, que às vezes tem excessos, sim, mas na instituição. O Poder Judiciário tem que ser repensado no Brasil. Não é tirar força, é reenquadrar dentro do que a Constituição diz e o que deve ser. Não dá para ter desembargador ganhando R$ 1,5 milhão de penduricalhos. É uma afronta à sociedade”, prosseguiu.
Em relação ao 8 de janeiro, Ratinho Junior foi direto: “sou a favor da anistia”. “Aquele 8 de janeiro foi um vandalismo, um bando de pessoas indignadas, mas ninguém armado, ninguém com força para dar um golpe de estado. E tem que ser tratado como vandalismo. Não dá para deixar uma senhora de 70 anos presa, sendo que um assassino fica menos tempo na cadeia. Acho que tem que virar essa página. Sou a favor que o Congresso possa avançar nessa questão da anistia e precisamos tocar o Brasil”, defendeu.








