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O pré-candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, admitiu a necessidade de compor um eventual governo com integrantes de partidos do "centrão" momentos depois de chamá-los de "parasitas".
"Os membros do centrão são parasitas. Há um momento de chamar de parasita, é um momento de chamar o parasita na mesa e ele me chamar de responsável do que ele quiser chamar e colocar as diferenças e a gente começar a tratar dos projetos. Acho que a função da democracia é justamente essa", afirmou Renan durante entrevista à GloboNews, nesta quarta-feira (5).
O pré-candidato deu a declaração depois de ser confrontado com falas anteriores em que chamava o centrão de "vagabundo" e "parasita". Nas ocasiões relembradas durante a entrevista, Renan criticava o bloco por causa das articulações de parlamentares para obter votos favoráveis à aprovação de projetos.
Em outro trecho da entrevista, Renan reiterou as críticas à forma como o centrão utiliza as emendas parlamentares e elogiou a atuação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra supostos abusos cometidos por partidos desse bloco na destinação dessas verbas.
Pouco depois, ao apresentar o plano para dificultar a perpetuação de um mesmo grupo no poder em pequenos municípios, Renan voltou a criticar o centrão. Segundo ele, o bloco político perpetua esse modelo e mantém estados e municípios como "reféns".
Em seguida, ao apresentar seu plano de fusão de municípios economicamente inviáveis, Renan disse que a proposta depende da aprovação do Congresso para sair do papel. Segundo ele, o sucesso da iniciativa estará diretamente ligado à sua capacidade de negociar com o centrão.
Renan defende modelo de Nayib Bukele para Segurança, mas nega que usaria os mesmos métodos
Questionado sobre seu plano de governo para a segurança pública, Renan reafirmou a intenção de adotar medidas inspiradas no modelo implementado pelo presidente Nayib Bukele em El Salvador, mas negou que reproduziria todos os métodos aplicados no país.
Segundo Renan, em um eventual governo sob seu comando, ele não adotaria medidas como julgamentos coletivos, perseguição a pessoas tatuadas, prisões em massa sem mandado judicial e detenções baseadas em denúncias anônimas.







