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Eleições 2026

Renan Santos se abstém de votar e intensifica ataques a Flávio Bolsonaro

Renan Santos
Ex-candidato do Missão terminou o primeiro turno em quarto lugar e rejeitou apoiar Lula ou Flávio. (Foto: Renato Pizzutto/Band)

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O ex-candidato à presidência da República, Renan Santos (Missão), decidiu não votar em nenhum dos dois candidatos que neste segundo turno das eleições, neste domingo (25). Apesar de não declarar apoio nem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e nem ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Renan concentrou suas críticas no candidato do PL e afirmou que uma eventual vitória do parlamentar representaria um risco maior de concentração de poder.

A assessoria do ex-presidenciável confirmou que ele passará o dia da votação com a família, em Vinhedo, na Região Metropolitana de Campinas (SP).

“Eu não vou votar. A última vez eu pedi voto nulo. Dessa vez eu tô falando: votem em quem quiserem”, declarou.

Renan terminou o primeiro turno na quarta colocação, com 2,24% dos votos válidos, o equivalente a 2.675.887 votos. Embora tenha conquistado uma parcela do eleitorado identificado com a direita, o ex-candidato decidiu não transferir seu apoio a Flávio Bolsonaro nem a Lula.

Ao justificar sua posição, Renan criticou a postura dos aliados do senador do PL e afirmou que o grupo demonstra excesso de confiança na disputa.

“Eles fazem um cálculo de que a coisa estaria mais segura do que está. As pesquisas mostram que não está tão segura a vitória assim”, afirmou.

O ex-candidato também apontou o que considera um risco institucional maior em caso de vitória de Flávio Bolsonaro, afirmando que a candidatura dele representa um “perigo do acúmulo do poder”. Por outro lado, para Santos, Lula terá dificuldades para aprovar mudanças mais profundas no Congresso, como propostas de emenda à Constituição (PECs).

As críticas de Renan ao senador não se limitaram à questão da governabilidade. Em manifestações após o primeiro turno, ele também fez acusações de corrupção contra Flávio, questionou suas alianças políticas e criticou o que considera falta de um projeto consistente para o país no discurso do grupo bolsonarista.

Apesar da posição pessoal do ex-candidato, o partido Missão decidiu manter neutralidade oficial no segundo turno e deixar seus filiados e eleitores livres para escolher entre os dois concorrentes. Renan, por sua vez, sustenta que um alinhamento com qualquer candidatura comprometeria a construção de um projeto político independente.

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