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O empresário Renan Santos (Missão) endureceu seu tom de oposição a Flávio Bolsonaro (PL) após um dos estrategista de campanha do candidato, Pablo Marçal (PRTB), compará-lo a Adolf Hitler e chamar seus eleitores de "esquisitos". Com isso, avaliou que o senador vencerá as eleições e que seus apoiadores serão alvo de perseguição "de todo tipo" no novo governo.
"Muita gente me mandou mensagem por causa da declaração do Pablo Marçal. [...] Se você votou em mim, você é esquisito e eu sou nazista, de acordo com a campanha do Flávio. [...] Então, para eles, o nosso voto não é um voto que interessa muito, porque eles acham que estão uns três, quatro pontos na frente, e que depois eles vão poder fazer o que eles já tentaram fazer no mandato do Jair [Bolsonaro], que é ir para cima da gente", afirmou nesta terça-feira (20), em um vídeo divulgado em suas redes sociais.
Renan divulgou o trecho da entrevista de Marçal em uma das reações. Nele, o empresário diz que o líder do Missão "criou uma seita" na cabeça "de uns moleques esquisitos".
"O cara tem um perfil do Hitler absurdo, até trejeitos do Hitler de querer implantar coisa de comunista, de ditador aqui. Não tem nada a ver com direita, nunca foi e está desmascarado", disse o apoiador de Flávio.
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Renan obteve 2.675.887 votos no primeiro turno. O número supera em 450.922 votos a vantagem de 2.224.965 votos que Flávio abriu sobre Lula (PT). O terceiro colocado, Augusto Cury (Avante), que recebeu 3.448.569 votos, já declarou apoio ao candidato do PL.
Agora, o candidato do Missão diz que seus eleitores irão "pagar mico" e "perder tempo" caso votem no filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
"Se você é um eleitor meu, entenda. Eles chamaram você de esquisitão. Você é um esquisitão e eu sou um nazista. Isso aqui eu já falei pra vocês: votem quem vocês quiserem. Façam o que vocês quiserem nessas eleições. Mas se você é eleitor meu e está disposto a pagar esse mico, achando que você tá salvando o Brasil, eu já falei, você tá perdendo o teu tempo", pontuou.
Renan comparou a fala a um episódio ocorrido em um debate durante as eleições municipais. Marçal, que então disputava a Prefeitura de São Paulo, chamou José Luiz Datena de "Jack", usado para se referir a estupradores. As duas falas, argumenta, possuem o objetivo de fazer com que a pessoa "seja atacada" para "desconstruir ela como ser humano".
"Guardem o que eu estou falando, podem anotar: Flávio vence as próximas eleições. Pablo Marçal provavelmente será ministro da República. E sim, nós seremos alvo de todo tipo de perseguição na mão dessas pessoas", concluiu.




