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O Republicanos decidiu nesta segunda-feira (3) permanecer neutro na disputa pela Presidência da República e recusou o convite para indicar a candidata a vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O partido oficializou a decisão durante a convenção nacional da legenda, que aprovou a manutenção da independência da sigla na eleição presidencial.
Com a deliberação, a sigla comandada pelo deputado federal Marcos Pereira (SP) libera seus diretórios estaduais para firmar alianças conforme as realidades locais, sem compromisso com uma candidatura ao Palácio do Planalto.
A posição já vinha sendo construída nas últimas semanas, após consultas da direção nacional às executivas estaduais.
A decisão representa mais um revés para a estratégia do PL de ampliar a coligação de Flávio Bolsonaro.
Após a federação União Progressista (PP-União Brasil) optar pela neutralidade, a campanha do senador concentrou esforços para atrair o Republicanos, considerado o principal aliado em potencial para fortalecer a chapa presidencial.
Flávio busca alternativa para a vaga de vice
Nos bastidores, integrantes do PL defendiam que a legenda indicasse uma mulher para ocupar a vaga de vice, com o objetivo de ampliar o alcance eleitoral da candidatura.
Entre os nomes cogitados estava a economista Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e integrante da equipe responsável pela elaboração das propostas econômicas da pré-campanha de Flávio.
As negociações, porém, não avançaram diante da resistência de dirigentes do Republicanos e das divergências sobre acordos nos estados.
PL deve recorrer a chapa pura
Sem o apoio do Republicanos, cresce a possibilidade de o PL lançar uma chapa exclusivamente formada por filiados do partido.
A definição da candidata a vice pode ocorrer até o prazo final das convenções partidárias, em 5 de agosto, o que mantém aberta a possibilidade de novas articulações até o último momento.
A neutralidade do Republicanos também preserva a autonomia de lideranças estaduais, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que defendia uma composição nacional com o PL, mas acabou vencido pela maioria da direção partidária.







