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Eleições 2026

Eduardo Paes associa Douglas Ruas a Cláudio Castro e é acusado de “velha política” em debate na Globo

Ruas e Paes trocam acusações sobre suas relações políticas com Cláudio Castro durante debate na Globo.
Ruas e Paes trocam acusações sobre suas relações políticas com Cláudio Castro durante debate na Globo. (Foto: Reprodução/YouTube Rede Globo)

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Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL) protagonizaram os principais confrontos diretos entre os candidatos ao governo do Rio de Janeiro no debate promovido pela TV Globo na noite desta terça-feira (29). Além de Paes e Ruas, o encontro reuniu André Marinho (Novo), Anthony Garotinho (Republicanos) e William Siri (PSOL).

O embate começou quando Ruas questionou Paes sobre o transporte público e as promessas da Linha 3 do metrô até São Gonçalo. A discussão avançou para as relações políticas de Ruas com o ex-governador Cláudio Castro e Rodrigo Bacellar.

"Nos últimos 20 anos, todos os candidatos a governador estiveram na minha cidade (São Gonçalo) e prometeram a linha 3 do metrô. O senhor Sérgio Cabral, o Luiz Inácio Lula da Silva e o Eduardo Paes, que já governava o Rio e também participava dessa pajelança", afirmou Ruas.

Na sequência, citou o senador Flávio Bolsonaro (PL). "Quem deu o primeiro passo nesse sentido foi o Flávio, que colocou recursos de emendas na UFRJ para realizar essa obra", disse.

Paes respondeu mencionando Cláudio Castro, de quem Ruas foi secretário, e Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

"Acabou de falar o secretário das Cidades do Cláudio Castro, o reserva do Rodrigo Bacellar. Substituiu o Rodrigo Bacellar na presidência da Alerj e na candidatura ao governo do estado", afirmou.

Ruas respondeu com nova alfinetada. “Eu tinha uma relação de trabalho com Cláudio Castro, ao contrário de você, que cantava com ele num bar. Era amigo de boteco do Cláudio Castro”, disse.

Paes critica gestão de Ruas com Castro e candidato devolve cobrança

Paes também criticou a atuação de Ruas como secretário de Castro. "Como secretário do Cláudio Castro, não fez uma obra de mobilidade. Não priorizou a Baixada. Mesmo com um volume absurdo de recursos."

Ruas acusou Paes de prometer obras e depois "trocar a prioridade". Em seguida, afirmou: "Este aqui é retrato da velha política, vale tudo pra ganhar a eleição".

Em resposta a Paes, Ruas reconheceu sua relação com Castro e Bacellar. "Tive, sim, uma relação de trabalho e não nego", afirmou.

Na sequência, questionou Paes sobre sua própria relação com Castro e perguntou se o ex-prefeito teve algum envolvimento com Bacelar depois que ele deixou a cadeia. O tempo de resposta de Paes terminou antes que ele respondesse.

Violência contra mulher e apoio a Lula ampliam confronto entre Paes e Ruas

No segundo bloco, Ruas e Paes trocaram acusações sobre alianças com histórico de violência contra a mulher.

Paes afirmou que pretende investir na Lei Maria da Penha e Ruas citou a acusação contra o candidato do PSD ao Senado, Pedro Paulo, de violência doméstica, arquivada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Paes retrucou evocando um processo do mesmo tipo envolvendo o irmão de Ruas.

Em outro confronto, Ruas buscou se apresentar como aliado de Flávio Bolsonaro e afirmou que Paes é candidato de Lula no Rio, em resposta a uma pergunta do candidato Willam Siri.

"Mas parabéns por assumir o apoio ao Lula. Tem gente que recebe o Lula, faz agenda e nem posta. Eu não escondo o Flávio Bolsonaro. O Paes tem o Lula e cisma em esconder. Sequer fez uma postagem nas redes depois da carreata (em São Gonçalo)", afirmou Ruas.

Paes respondeu: "Temos aqui o tempo todo tratado de discutir o estado do Rio. Por que eu não fico com o papo deles de Bolsonaro, de Lula? Porque aqui tem um governador que quer tratar desse lugar aqui, desse mapa."

Garotinho confronta adversários sobre crime organizado no Rio

Anthony Garotinho também protagonizou momentos de confronto durante o debate. Ao comentar uma lista encontrada pela Polícia Federal na casa de Rodrigo Bacellar, afirmou: "A lista do Bacellar. Tem gente de todo partido, até do meu. Que tristeza. Mas o pior é ter um cara aqui, neste debate, que está na lista do Bacellar. Como é que pode?", questionou.

Em pergunta de André Marinho, Garotinho falou sobre a recuperação de territórios dominados pelo crime organizado e prometeu criar o Bope 2.0, definido por ele como um "batalhão de ocupação, não de confronto, como o atual". Na sequência, disse que "queria perguntar qual foi o bandido que ele prendeu" enquanto Ruas era policial.

Em outro momento, durante um embate com William Siri, Garotinho voltou ao tema de Rodrigo Bacellar. Ao ouvir Siri mencionar o desejo de acabar com os territórios dominados por facções, rebateu: "Me perdoe, mas essa frase é minha, o gabinete do crime organizado no Rio é o gabinete do Palácio Guanabara e a subsecretaria na Alerj. Essa frase é minha".

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