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O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência da República, recebeu alta hospitalar nesta quarta-feira (7) após ser internado em Brasília com diagnóstico de gastroenterocolite aguda. Ele havia sido levado ao Hospital DF Star na véspera depois de apresentar febre e mal-estar durante o voo de retorno de Goiânia.
Segundo o boletim médico, Marinho apresentou “excelente evolução após o início do tratamento clínico” e continuará em casa com antibioticoterapia. Na noite de terça (6), o hospital havia informado que o senador apresentava um “quadro de febre associado a mal-estar” e permaneceria na unidade para exames e tratamento.
Durante a tarde, Marinho participou de um ato político em Goiânia ao lado de Flávio Bolsonaro, do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD-MG) e do governador reeleito Daniel Vilela (MDB-MG). A assessoria do senador afirmou que ele foi levado ao hospital “por precaução” e que “passava bem”.
Horas antes de apresentar os sintomas, Marinho havia se reunido em Brasília com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. O encontro ocorreu em meio às críticas da campanha de Flávio Bolsonaro a decisões do Judiciário relacionadas à atuação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Após a conversa com Fachin, o senador afirmou que não haverá “espírito de vingança” contra ministros do Supremo em um eventual governo de Flávio Bolsonaro, mas defendeu responsabilização caso sejam identificados crimes de responsabilidade.
“O Senado não vai se omitir”, declarou Marinho ao comentar a possibilidade de abertura de processos contra integrantes da Corte.
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Marinho também defendeu uma alteração no regimento interno do Senado para permitir a abertura automática de pedidos de impeachment de ministros do STF quando houver apoio de 49 senadores. Na reunião, segundo o senador, ele ainda manifestou preocupação com o que classificou como “intervenção continuada” de ministros do Supremo na Justiça Eleitoral.
O senador citou nominalmente Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes ao criticar a atuação da Corte e afirmou que a campanha de Flávio pretende “normalizar” a relação entre os Poderes. A defesa apresentada por Marinho é de que eventuais condutas enquadradas como crime de responsabilidade sejam submetidas aos mecanismos previstos para responsabilização de autoridades.








