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Véspera do 2º turno

Saiba como foi o último dia das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro

Lula e Flávio encerramento campanha atos
Lula e Flávio Bolsonaro encerraram a campanha neste sábado (24), com atos em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro (Foto: Fotomontagem feita pela Gazeta do Povo via ChatGPT com fotos de Ricardo Stuckert/ PT e Charles Vieira / PL))

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Região estratégica tanto para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto para o senador Flávio Bolsonaro (PL), o Sudeste concentrou os últimos compromissos de campanha dos dois candidatos neste sábado (24). Com passagens por São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, ambos mobilizaram apoiadores e reforçaram suas mensagens eleitorais na véspera do segundo turno, marcado para este domingo (25).

Lula encerrou a campanha na Avenida Paulista, na capital paulista, onde participou de um ato em carro aberto ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), da primeira-dama Janja e dos ex-ministros Fernando Haddad e Simone Tebet.

O presidente não discursou durante a mobilização, mas agradeceu aos apoiadores e afirmou que aquela era a “maior manifestação da história”. Mais cedo, durante uma entrevista coletiva, Lula disse estar convencido de que vencerá a eleição e fez ataques ao adversário.

“Eu confesso a vocês, depois de tantas campanhas que eu já participei, de conversar com tanta gente importante, jamais imaginei disputar a eleição com um mentiroso, um miliciano, um desqualificado como o rapaz que está disputando a Presidência da República”, afirmou.

Antes de seguir para São Paulo, o presidente também participou de um ato em Copacabana, no Rio de Janeiro. Na ocasião, voltou a associar Flávio Bolsonaro à milícia e afirmou que o país não poderia levar “um miliciano” ao Palácio do Planalto. Lula também declarou que seria eleito presidente novamente neste domingo.

Flávio encerra a campanha em frente à casa do pai

Flávio Bolsonaro dividiu o último dia de campanha entre Minas Gerais e Rio de Janeiro. Pela manhã, participou de uma mobilização em Belo Horizonte, com concentração na Praça do Papa e motociata até a Praça da Liberdade. O senador esteve acompanhado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e de Cleitinho Azevedo (Republicanos), governador eleito do estado mineiro.

Durante o ato, Flávio afirmou que, caso eleito, seria parceiro dos mineiros e de Cleitinho. Também mencionou a tradição política segundo a qual vencer em São Paulo e em Minas Gerais seria um indicativo de vitória nacional.

À tarde, o senador encerrou a agenda eleitoral na Praça do Ó, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A mobilização terminou em frente ao condomínio Vivendas da Barra, onde seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), morou antes de se mudar para Brasília.

Flávio chegou ao local por volta das 16h e fez um breve discurso às 17h35. Agradeceu aos apoiadores, afirmou que eles fizeram história e disse acreditar que o Brasil teria um novo presidente no dia seguinte. Ao fim, rezou o Pai-Nosso com a multidão.

“Eu quero agradecer a você que me abraçou, que me beijou, que mandou um abraço forte para o presidente Bolsonaro, que está sendo injustiçado, que está confiando, está dando seu voto de confiança em mim. Eu vou honrar o seu voto”, afirmou.

O senador subiu ao trio elétrico acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, da mãe, Rogéria Bolsonaro, da coordenadora de campanha Daniella Marques e de Nikolas Ferreira. Os integrantes do grupo vestiam camisetas com a inscrição “Bloco do 22”.

O desempenho dos candidatos no Sudeste no primeiro turno

Os atos finais ocorreram em uma região decisiva para a disputa presidencial, com resultados distintos entre os estados. No primeiro turno, Lula terminou à frente de Flávio na capital paulista, enquanto o senador teve mais votos no conjunto do estado de São Paulo, em Minas Gerais e no Rio de Janeiro.

Na cidade de São Paulo, Lula recebeu 3.052.349 votos, o equivalente a 46,58% dos votos válidos, contra 2.760.747 votos de Flávio, ou 42,13%. No estado, porém, o senador obteve 12.922.023 votos (51,93%), enquanto o presidente recebeu 9.505.413 (38,20%). Flávio contou com o apoio do governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Em Minas Gerais, Flávio alcançou 48,24% dos votos válidos, ante 43,33% de Lula. No Rio de Janeiro, o senador recebeu 4.966.844 votos (53,01%), enquanto o presidente teve 3.693.021 (39,41%). O estado fluminense também registrou a segunda maior taxa de abstenção do país no primeiro turno, de 23,32%.

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