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O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, expressou incômodo e afirmou que é "humilhação demais" a falta de espaço na chapa da esquerda em São Paulo. O partido indicou o vice-presidente do seu diretório estadual, Antônio Neto, para primeiro suplente em uma das candidaturas ao Senado, a serem ocupadas pela ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede) e pela ex-ministra do Planejamento Simone Tebet (PSB).
Mesmo assim, o PSOL decidiu indicar o vereador de São Carlos Djalma Nery para primeiro suplente da ex-ministra. Na chapa de Tebet, já está cravado o nome do advogado Laio Morais (PT). À Folha de São Paulo, Lupi avaliou que, "pelo visto, não querem o PDT na aliança".
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"Quando você tem uma federação, funciona como um partido. A federação Rede-PSOL já tem a candidata a senadora, quer ter o suplente também? E o PT já tem o candidato ao governador, quer também o suplente? [...] Falei com cardeal, papa, arcebispo. Disse a todos que estão abrindo mão do PDT, um partido que tem 46 anos e é maior nacionalmente que Rede, PSOL e PSB. E por qual motivo? Aí começa a ser humilhação demais", argumentou, em entrevista publicada nesta segunda-feira (27). Lupi revelou ainda que está levando seu protesto a outros nomes
Já no Rio Grande do Sul, a posição do partido é privilegiada. Pela primeira vez desde a redemocratização, o PT não terá um candidato próprio a governador, tudo para ceder espaço à advogada Juliana Brizola. A articulação demandou uma intervenção da executiva nacional no diretório estadual, que ainda pretendia indicar o ex-presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) Edegar Pretto.
O PDT veio a público comemorar o fato de ter sido o primeiro partido a confirmar, em convenção, o apoio ao projeto político do presidente Lula (PT). Lupi foi ministro da Previdência, em uma gestão povoada por correligionários, mas caiu em meio à repercussão das fraudes em descontos associativos dos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).




