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Eleições 2026

PT de São Paulo confirma Haddad na disputa contra Tarcísio ao governo do estado

O diretório estadual do PT em São Paulo confirmou que Fernando Haddad (PT) será o candidato ao governo do estado.
Fernando Haddad preferia disputar o Senado em São Paulo, mas concorrerá ao governo para atender a um pedido do presidente Lula. (Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

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O Partido dos Trabalhadores (PT) em São Paulo confirmou à Gazeta do Povo que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), será o candidato do partido ao governo do estado de São Paulo. De acordo com o deputado federal Kiko Celeguim, presidente do diretório estadual do PT-SP, Haddad aceitou o pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disputará contra o pré-candidato à reeleição ao cargo Tarcísio de Freitas (Republicanos).

"Está resolvido", respondeu Celeguim, confirmando que Haddad topou o convite. Questionado sobre os temas que têm sido pauta de críticas coordenadas da esquerda, o presidente estadual do partido afirmou que o objetivo é enaltecer o lado positivo do pré-candidato.

"Nós vamos fazer uma campanha a favor do Haddad, não contra o Tarcísio. É claro que, no processo de comparação, você tem que colocar quem defende o quê, mas nunca discuti uma campanha contra o Tarcísio", disse ele.

Apesar de preferir inicialmente disputar o Senado, considerado um caminho eleitoral mais favorável, Haddad atendeu a um pedido direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para concorrer ao governo paulista.

Procurada pela reportagem da Gazeta do Povo, a assessoria de Fernando Haddad afirmou que ele ainda não está comentando o assunto.

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Em relação ao ex-governador de São Paulo pelo PSDB e vice-presidente de Lula, Geraldo Alckmin (PSB), Celeguim afirmou que a tendência é que ele venha a ser novamente candidato a vice-presidente, mas que a decisão deve ser cravada no período das convenções partidárias.

"É natural ele ser candidato a vice-presidente da República, mas como ele já tem partido e filiação, essa é uma decisão que pode ser feita na convenção partidária em julho. Nos envolve, mas não é agora", disse ele.

Na semana passada, Alckmin anunciou que deixará o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços no dia 4 de abril, data-limite para quem será candidato às eleições em 2026, de acordo com a legislação eleitoral. "Tem longuíssimos três meses para discutir qual cargo ele disputará", pontuou Celeguim.

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Em relação ao Senado, o cenário eleitoral se mantém aberto no estado de São Paulo. De acordo com Celeguim, quando entrevistado pela Gazeta do Povo, os nomes que estão no páreo no âmbito da esquerda são os de Simone Tebet (MDB), Marina Silva (Rede), Márcio França (PSB) e Guilherme Boulos (PSOL).

A confirmação da pré-candidatura de Tebet pelo estado de São Paulo veio no fim da manhã desta quinta-feira (12). "Nós temos algumas opções e, por óbvio, podemos tentar fazer um movimento de oferecer a algum partido de um campo político que não seja o nosso, para ampliar a nossa composição. Isso ainda está em aberto", disse o dirigente paulista.

Questionado se a eleição ao Senado seria uma prioridade para o partido, Celeguim afirmou que "o partido quer ganhar todas as eleições: presidente, governador, Senado".

"O Senado é um objeto de desejo de uma parte dos partidos que tem um 'componente golpista', de querer alçá-lo não para reformar o Brasil, e sim para fazer impeachment de ministro do Supremo. Nós queremos eleger senadores para poder avançar a reforma do Imposto de Renda, a reforma administrativa, reformas para modernizar o país", disse ele.

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