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A virada nacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) reforça a tese de que Minas Gerais é central na definição das eleições presidenciais.
No segundo turno, Lula conseguiu bater o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por uma diferença de quase 110 mil votos no “estado-pêndulo”, com 50,4% dos votos válidos, depois de perder para o opositor no segundo maior colégio eleitoral do país. No primeiro turno, o candidato do PL teve 48,2% dos votos válidos em Minas Gerais, contra 43,3% da preferência do eleitorado a favor do petista. Neste domingo (25), Flávio ficou com 49,5% dos votos válidos no estado.
Além disso, Minas foi o único estado do Sudeste em que o presidente venceu Flávio Bolsonaro; o candidato do PL superou Lula em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. No Sul, Flávio manteve o domínio do primeiro turno e bateu o petista no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, assim como nos estados do Centro-Oeste e no Distrito Federal.

Lula amplia vantagem no Nordeste; Norte fica dividido
Reduto eleitoral do lulismo, os estados do Nordeste alavancaram a virada de Lula no segundo turno. Em todos os estados, Lula teve mais de 60% dos votos válidos, com destaque para o Piauí e a Bahia, onde a marca ultrapassou os 70% dos votos válidos.
O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), foi reeleito no primeiro turno e entrou na campanha nacional de Lula no segundo turno. No estado, ele manteve a mobilização petista que resultou na ampliação da vantagem de 70,9% para 75,82% dos votos válidos em relação aos dois períodos eleitorais.
A capital baiana esteve no centro da discussão sobre o adiamento do fechamento das urnas neste domingo (25), mas o resultado mostrou a força do petismo no estado. Lula teve 71,16% dos votos válidos no segundo turno na Bahia; na primeira parte do pleito presidencial, o eleitorado baiano destinou 66,17% dos votos válidos.
Na Região Norte, Flávio Bolsonaro conseguiu a maior vitória do país no estado de Roraima, onde o candidato do PL teve 72,4% dos votos válidos. Flávio ainda venceu Lula no Acre, Rondônia e Tocantins. Já o petista foi o preferido da maioria do eleitorado nos estados de Amazonas, Pará e Amapá.




