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Eleição para presidente

Quinto colocado nas urnas, Caiado diz que “caiu de pé”

Ronaldo Caiado
Ronaldo Caiado criticou as ingerências durante a campanha e disse que "nunca viu nada igual" em sua carreira política. (Foto: Divulgac'~ao / Campanha de Ronaldo Caiado)

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Quinto colocado na eleição presidencial, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) classificou a campanha de 2026 como “atípica” e disse que “caiu de pé” ao chegar em quinto lugar na preferência dos eleitores brasileiros. Ele conseguiu pouco mais de 2,6 milhões de votos e ficou atrás de Renan Santos (Missão) e Escritor Augusto Cury (Avante), além de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que disputarão o segundo turno.

Caiado disse em seu discurso que caminhou por todo o Brasil e apresentou um programa de governo completo nas áreas de Educação, Saúde e Segurança Pública. Ele lamentou a falta de discussão das propostas e disse que nunca viu tanta ingerência indevida na campanha.

“Nunca assisti nada igual no cenário nacional. Eu sou um homem que vem desde a primeira eleição à presidência após a redemocratização do país. Tantas discussões que não tinham nada a ver com o cenário político nacional, que desviaram o foco do debate”, avaliou.

Caiado não declarou voto nem para Flávio nem para Lula

Caiado não declarou voto a nenhum dos candidatos que avançaram ao segundo turno, mas apontou que o país passa por uma séria crise econômica em todos os segmentos da sociedade brasileira. Nas contas do ex-governador, os cidadãos estão com dívidas muito superiores aos ganhos mensais, independentemente de sua classe social.

Ele disse que recebeu os resultados das urnas com tranquilidade em sua 11ª candidatura. “Não venci, mas caí de pé. Caí com orgulho, com honra, com dignidade, com coragem e com responsabilidade daquilo que foi representar o meu povo goiano do cenário nacional. De pé, porque sempre na minha vida eu comandei a política com seriedade e com honestidade, e jamais me acovardei, jamais fugi da luta”, completou.

O desempenho de Caiado foi comemorado pelo presidente do PSD, Gilberto Kassab. Em nota publicada após a definição do segundo turno, ele classificou a campanha como “propositiva, sem apelar aos extremismos que têm atrasado o Brasil ao longo das últimas eleições”. Para Kassab, ao não eleger Caiado o Brasil “perdeu uma oportunidade”.

O presidente do PSD aproveitou a nota para liberar as lideranças estaduais da legenda para definir os apoios nas eleições estaduais e presidencial no segundo turno.

“Diante da diversidade de cenários eleitorais que tivemos nos Estados, em que as instâncias estaduais do PSD tiveram liberdade para construir suas alianças, a direção nacional entende como natural manter esta diretriz neste segundo turno”, afirmou.

Confira a íntegra da nota de Gilberto Kassab

“O Partido Social Democrático (PSD) termina sua primeira campanha presidencial aplaudindo a disposição e a qualidade do projeto apresentado por Ronaldo Caiado. Foram meses discutindo e apresentando aos brasileiros os projetos que fazem parte do que o partido acredita ser o mais importante para o desenvolvimento do País.

Caiado mostrou sua capacidade, com as inúmeras realizações que o qualificaram como o mais bem avaliado governador do Brasil. Sua gestão em Goiás e sua experiência na vida pública credenciam sua postulação para presidir o Brasil. Foi uma campanha propositiva, sem apelar aos extremismos que têm atrasado o Brasil ao longo das últimas eleições e que, lamentavelmente, se repetiram neste ano e capturaram os votos da maioria dos brasileiros.

Torceremos e atuaremos politicamente para que não sejam mais quatro anos de brigas pouco produtivas e debates sobre temas que não estão na pauta do desenvolvimento brasileiro, independentemente do vencedor. Não eleger Caiado presidente em 2026 significa que o Brasil perdeu uma oportunidade.

Aos 15 anos, o PSD termina este primeiro turno com 44 deputados federais, dois novos senadores, 103 deputados estaduais, quatro governadores eleitos em primeiro turno e dois disputando o segundo turno, que se juntam aos cerca de 1.350 prefeitos e cerca de 7 mil vereadores em todo Brasil. Somos uma sigla ainda jovem, com bancadas importantes.

Diante da diversidade de cenários eleitorais que tivemos nos Estados, em que as instâncias estaduais do PSD tiveram liberdade para construir suas alianças, a direção nacional entende como natural manter esta diretriz neste segundo turno. Assim, cada diretório estadual, parlamentar, liderança partidária, filiados e militantes terão liberdade para definir seu apoio na eleição presidencial e em eventual disputa estadual."

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