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Legislação

TSE confirma ordem de Mendonça que obriga Secom a detalhar gastos com publicidade

PL aponta que governo violou teto de despesas com publicidade previsto na legislação eleitoral.
PL aponta que governo violou teto de despesas com publicidade previsto na legislação eleitoral. (Foto: Antonio Augusto/TSE)

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Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou uma decisão liminar do ministro André Mendonça que determinou o envio da relação detalhada dos gastos de publicidade do governo Lula (PT) entre 2023 e o primeiro semestre de 2026. A votação ocorreu na sessão presencial da manhã desta quinta-feira (15).

A obrigação atingiu a  Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) e a gestão orçamentária do Poder Executivo. Os dados deveriam vir em formato aberto, auditável e pesquisável. O órgão foi obrigado a detalhar ainda a natureza da despesa: publicidade institucional, legal, de utilidade pública, patrocínio ou outra modalidade.

A determinação atende a um pedido do PL em uma representação contra Lula e o ministro da Secom, Sidônio Palmeira. O governo já enviou uma petição e, em anexo, uma nota técnica e arquivos, mas parte deles chegou ao TSE por meio de um pendrive. Com isso, o PL alegou que não conseguiria averiguar se houve o cumprimento.

Mendonça, então, autorizou o partido a fazer uma cópia do pendrive e determinou que a secretaria do tribunal verificasse os arquivos. A operação deveria ser registrada nos autos, com a preservação da cadeia de custódia das evidências.

Na representação, o PL acusa o governo de violar os limites de publicidade institucional do período eleitoral. A vedação começa logo na primeira etapa da execução das despesas públicas: o empenho, quando a administração pública formaliza a reserva de uma parte do orçamento para determinado fim.

A regra tem como referência a média mensal dos empenhos feitos nos três anos anteriores à eleição. No primeiro semestre do ano eleitoral, o poder público não pode empenhar mais do que seis vezes essa média. Não entram na conta os empenhos cancelados.

O partido, no entanto, usa dados da própria Secom para alegar que a média era de R$ 22,6 milhões, o que coloca o teto em R$ 135,7 milhões. O governo, porém, teria empenhado R$ 178 milhões no primeiro semestre.

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